Guia Para Garotas Contra Zumbis - 6º Capítulo - Elemento surpresa é sempre bom !

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Desci as escadas puta da vida e doida para mandar Dylan ao inferno com minhas próprias mãos , mas Ian me impediu de chegar perto da cozinha antes que pudesse fazer qualquer coisa.

─ Prometo mata-lo de um jeito rápido e indolor. ─ Disse do modo mais sincero o possível. ─ Ele só vai sentir um desconforto no pescoço.

Ian me colocou sobre seus ombros e me levou para cima nos trancando dentro do quarto dele. Eu me sentei na beira da cama ainda chocada e querendo cometer um assassinato. Queria ficar sozinha para pensar, mas Ian nunca me deixava em paz, mesmo quando eu realmente precisava.

E como se lesse meus pensamentos, ele se sentou ao meu lado e me abraçou. Ian tinha um sorriso nos seus lábios para me confortar e tentou ao máximo minimizar o problema.

─ Por mais que eu queira que você dê uma lição ao meu irmão...Eu não posso deixar infelizmente. ─ Ai ele já estava pronto para um discurso digno de um rei, mas graças aos céus seu celular começou a tocar em seu bolso.

─ O quê? . Onde você está?. Tudo bem ai?. Ahã. Ok. Vamos buscar vocês então. ─ De repente ele gritou. ─ Não fiquei ai! Que merda. Não. Aqui está um caos. Chegamos ai em 3 horas. Ok. Até. Te amo também.

 Ele se virou para mim e revirou os olhos.

─ Já sei de um jeito de você melhorar o humor... Vamos buscar meus pais e deixo você usar a arma no caminho. Você me cobre enquanto dirijo. Ok?!

Concordei com a cabeça, mas queria discutir sobre o assunto. Como que eu cuidaria das coisas sendo que nunca tinha atirado em alguém? Eu não ia desenvolver uma desenvoltura com uma arma há não ser que de repente eu me lembrasse das minhas vidas passadas e lembrasse que eu era a maior atiradora do mundo. O que eu duvidava muito que isso fosse acontecer um dia... Mas se for pensar por um ângulo diferente... eu também nunca achei que o mundo fosse governado por zumbis. Não de verdade, pelo menos.

Ian conversou com seu irmão que estava louco para ir e começaram uma discussão.  Dylan queria ir e minha amiga também, mas se fosse assim , na hora da volta não teríamos espaço suficiente para todos no carro e ia ser muito difícil atirar em alguém ou até mesmo mover a própria perna num carro apertado e cheio de gente. Então Ian tentou convencer seu irmão que nós dois irmos sozinhos era o melhor. Dylan podia ser um babaca, mas atirava bem e ele podia cuidar da segurança da casa enquanto estávamos fora, assim quando voltássemos teríamos um lugar seguro para ficar.
      Depois de Dylan ficar comovido com toda a confiança que seu irmão estava colocando nele, ele aceitou sem mais delongas. Na verdade , se minha amiga soubesse atirar, seria bem capaz de Ian a colocar no comando. Mas bem. Isso fazia parte essencial do manual. Aprenda a usar uma arma para você não depender de babacas.

      Abastecemos a caminhonete 4x4 com gasolina, armas , água  e alguma coisa para comer e partimos. Ian dirigia e eu fui na parte traseira que estava coberta e se algum zumbi entrasse em minha linha divisão eu atiraria da janela. Foram as três horas mais longas e doloridas da minha vida. A cada curva meu corpo ia para um lado e estar com uma arma na mão não ajudava. Uma hora ou outra eu me via imaginando meu corpo indo para um lado e a arma tremendo em minhas mãos até a hora que ela fosse disparar. Felizmente isso não aconteceu, mas meu traseiro estava tão dolorido que eu preferia lutar contra um grupo de zumbis do que ficar naquele carro. Isso meio que me ajudou um pouco, pois minha raiva e coragem aumentou e eu já estava pronta para matar qualquer coisa na minha frente.

Quando a caminhonete parou e Ian abriu a parte de trás que vi que estávamos na frente de um hotel muito elegante e que obviamente íamos sofrer até chegar nosso destino. E claro que eu estava certa.

 O hall de entrada tinha tantos zumbis que eu não sabia por onde começava e terminava aquilo. Sem pensar no tanto de munições que tínhamos que ter... E o barulho? Com certeza chamaria o dobro de atenção.

─ Vamos entrar na caminhonete e ir pela parte dos fundos. Lá deve ter uma piscina bem funda. ─ Disse a Ian que me olhou surpreso.

─ Isso é algum tipo de plano? ─ Disse meio excitado e concordei .

─ Bem... é melhor do que chamar a atenção e gastar balas atoa.

   E lá fomos nós. Por sorte a piscina estava cheia e deveria ter mais de dois metros de profundidade. Talvez usassem para praticar natação olímpica ou algo do tipo. Já que devia ser normal um hotel daqueles receber gente famosa , atletas...

  Pensar nisso meio que me deu um arrepio na espinha, pois imaginei um cara esguio correndo na velocidade da luz. Isso sim ia ser um problema.

  A piscina já estava com dois zumbis no fundo dela e aproveitei que eles estavam distraídos para pegar uma almofada inflável e por meu celular sobre ela e parti. Entrando no carro com Ian e nos escondendo por entre as arvores .

─ Como vai chamar a atenção deles? ─ Ele perguntou duvidando do meu plano. Mas na verdade eu tinha que admitir que até eu estava surpreendida. Um Elemento surpresa sempre é bom.

Eu encarei aqueles olhos lindos e sorri.

─ Coloquei meu celular boiando numa almofada inflável na piscina. Daqui 1 minuto ele vai começar a tocar repetidamente por causa do alarme do despertador e a voz de uma mulher vai aparecer gritando. Esse é o toque do meu celular. Isso vai chamar a atenção deles para a parte dos fundos e vão cair na piscina. Como são lentos, os que caírem não vão conseguir sair.

─ Há não ser que boiem.

  Quase revirei os olhos.

─ Eles não vão ficar quietos tempo o suficiente para boiar ou nadar.

    Terminando de dizer isso ouvimos meu celular cantando e eles vindo. Ficamos parados e imóveis dentro do carro. As janelas eram negras e só dava para enxergar do lado de dentro para fora. Quem estava lá fora não conseguia ver, isso até o anoitecer. Pois dai , também não veríamos nada.

    Quando vimos que eles estavam caindo  nos dirigimos para a entrada do hall e pegamos o elevador. Não sei por que Ian estava com um lançador de flechas ( ou besta , se preferir) e eu com uma mini espada. Pelo menos foi isso que me parecia, já que aquilo não podia ser classificado como espada e sim, como uma fação enorme. Como aqueles que servem para cortar mato. Ou mini foice. E me passou pela cabeça que talvez Ian tivesse medo que eu atirasse com a besta no traseiro lindo dele. Não que eu fosse fazer... mas eu nunca tinha mexido naquilo. Mas uma faca de cortar mato era quase um insulto. Mesmo assim segui quieta do seu lado enquanto ele me levava pelos corredores e a cada sombra eu pensava que íamos ser atacados.

 Acabamos por chegar no quarto de seus pais tranquilos e eles abriram a porta para nós. Quando fizeram isso eu senti uma coisa estranha... não daria para por em palavras, mas era como se sentir presa numa jaula com um animal selvagem. Ele fica te encarando e não faz nada, mas mesmo assim você sabe que ele vai te atacar, mas não sabe o momento exato.

Ian abraçou seus pais e levou o dedo aos lábios pedindo silencio. E seguimos nosso caminho para os corredores para chegar ao elevador. Ian na frente, e eu nos fundos cuidando de seus pais caso algo aparecesse atrás de nós. Mas no caminho vi que sua mãe estava focada em algo invisível nas costas de ian, então a encarei para ver o que estava de errado e foi ai que eu vi...

─ Seus olhos ... mudaram de cor.

  Não deu tempo nem de Ian se virar para ver do por quê eu tinha dito aquilo e ela já estava em cima de mim. Quando seu corpo se chocou com o meu a faca acabou entrando um pouco em seu corpo, mas ela não parecia ligar. Ian estava olhando aquilo como se fosse uma ilusão criada por sua cabeça e pensei que ele não fosse me ajudar e não me ajudou. Seu pai o estava chacoalhando, o que era bom , pois ele parecia o único que estava são ali. Seu pai tentou tirar sua esposa de cima de mim e tive que gritar para ele não se aproximar, pois ele poderia acabar daquele jeito e nossa vinda até ali seria inútil. Ian até que levantou a mão, mas não era para me ajudar, era mais para tentar tocar sua mãe. Eu sabia o que ele estava sentindo. Ele estava com medo e não queria machucar sua mãe. Nem eu queria machuca-la, pois ela sempre tinha sido ótima e amigável comigo, mesmo eu não sendo da mesma classe social que seus filhos. Então a empurrei e ela acabou caindo dentro de uns dos apartamentos de bunda e tranquei a porta por fora.

─ E agora? ─ Perguntei ao Ian e ele me olhou chocado. ─ E agora? ─ Repeti e nada. Me doía muito, mas tive que dar umas bolachas nele para ele voltar para a terra.

─ Porra Ian! E . Agora? Ela esta segura e trancada, mas e agora? ─ Perguntei repetidas vezes. Nenhum dos dois parecia querer deixa-la para trás e eu não poderia deixar os dois ali. Eu precisava e muito que Ian acordasse de seu mundinho e respondesse. Se ele demorasse muito teríamos que nos esconder pois a bateria do meu celular não era imortal. E a essas horas ele já estava no fundo da piscina.

  Ian levantou e seguiu para o corredor indo em direção ao elevador. Sem dizer uma palavra sequer pelo caminho. Quando entramos ele segurou minha mão e olhou para mim emotivo.

─ Nós voltaremos para busca-la, certo?

 Eu não queria responder que não, pois ela já tinha deixado de ser ela mesma, mas pelo estado de choque dele e a dor que ele estava sentindo. Eu prometi.

Apertei sua mão de volta e respondi.


─ Claro que vamos querido. Assim que as coisas se acalmarem por aqui. Eu não queria dizer, mas talvez quando esse dia chegasse sua mãe estivesse bem diferente do que estava agora...


              
                                 

2 comentários :

  1. Que dó do Ian,posso imaginar seu choque.
    Mas fica cada vez melhor apesar de toda tristeza . Curiosissima pra saber o q vai acontecer !

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    1. verdade, mas ela ainda tem chances de sair dessas. Por isso pensei em deixar ela trancada rsrs acho que vou misturar um pouco de magia nisso para ficar mais interessante.

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