Meu Vizinho Lobo - 11 Capitulo

                                            
                  

                        11 Capítulo:
    As mãos de Lucius subiram pelas curvas de Mila, deixando seu corpo se arrepiar ao toque. A lua brilhava em seu tom alaranjado, encarando os amantes em meio a água e Lucius não pode se deixar em não ser controlado pela sua fera interior. Ou era isso, ou talvez... estar perto de Mila era o suficiente para faze-lo perder o controle de si mesmo.

   Mila suspirou entre os beijos apaixonados e carinhosos que Lucius dava, não demorou muito para ele se sentir mais faminto, sentir mais desejo e o calor que ele estava sentindo se espalhou por todo o seu ser. Sentia-se completo. Como se em toda sua vida lhe tivesse faltando um pedaço perdido do qual havia encontrado agora. Ela retribui cada toque e parecia que Mila estava sentindo o mesmo frenesi que Lucius a cada instante.

    Ela sutilmente impulsionou seu corpo sobre Lucius e rodeou sua cintura  com suas pernas enquanto o beijava profundamente e acariciava seu cabelo, fazendo-o se aproximar ainda mais. Ele estava pronto para marca-la ali mesmo como dele, naquela água, quando seu corpo começou a sofrer mudanças. Ele podia sentir seus músculos, ossos e membros se alongando. Tornando seu corpo, mais forte, mais selvagem e pronto para a lua de sangue. Onde todas as criaturas sobrenaturais sofrem um frenesi de seus desejos mais obscuros.
Isso o preocupou.

    Se Lucius havia sofrido tal mudança tão rapidamente, ainda perto de Mila. Ela não só estava em perigo de ser machucada, como Lucius tinha certeza que na lua de sangue Mila seria seu alvo, seu frenesi. E o pior de tudo... Ele não sabia se ela teria a mesma urgência de ficar perto dele. Se tivesse...Eles passariam a lua de sangue caçando um ao outro.

   Não havia muito tempo que o corpo de Mila havia se moldado para ficar parecido com ao do seu parceiro escolhido. Mesmo com a mudança, Mila poderia se machucar durante a ascensão da lua e Lucius nunca se perdoaria por isso.

   Por isso. Relutantemente Lucius juntou todas as suas forças para acalmar seu corpo e se separar de Mila, mesmo com seu corpo tão grudado ao dele. O que era uma tentação dos infernos.

  Quando o fez, Mila o encarou surpresa e depois abaixou suas pernas e tomou de volta sua compostura. Ele não pôde deixar de se sentir um crápula .

   Mila parecia desapontada e envergonhada. Lucius não conseguiu se calar estranhamente, ele sentia muita vontade de conversar e se explicar sempre que podia com ele. Coisa que nunca antes havia feito com ninguém.

 A Lua de Sangue está perto.  Disse envergonhado.  Raças sobrenaturais ficam afetadas com esse tipo de evento...

  Mila encarou a lua e sorriu.

 Se você estava afetado , imagine eu.  Disse ela com um sorriso brincalhão e lá estava, Lucius ereto novamente disposto a fazer qualquer coisa.

   Mas ele mexeu a cabeça relutante tentando não deixar a sua imaginação com aquela mulher ir mais longe.

 Eu quero!  Disse ele  Quero tanto que até me dói.  Disse sentindo-se estranho por não conseguir ter o que queria.

  Se aliviar era bom, mas fazer isso com alguém que realmente quer e ama. É  algo inexplicável.

 Ficamos mais fortes nessa fase.  Se explicou.  Se te machucar, arrancaria minhas próprias mãos.

Mila sentiu que era verdade, mas não deixou de rir e o abraçar rapidamente antes de dizer:

  Já ouviu falar que Deus, não nos dá um fardo maior que não possamos aguentar. Se temos isso Lucius, creio que possamos lidar com isso.

 E beijou-lhe a face antes de sair da água e ir  a procura de suas roupas abandonadas. 

   Lucius ficou a olhando em meio a água fria enquanto ela se vestia e ficava encarando seus movimentos. Uns melhores e mais sinuosos que outros e ele chegou a pensar que essa mulher o colocaria louco, mas que seria um louco muito feliz.

   Quando Mila terminou, enviou a Lucius um olhar desafiador e entrou dentro de casa e logo Lucius teve o deslumbre de Brad. O cachorro correndo atrás de sua dona.

   O olhar que Mila o havia dado, queria dizer que eles tinham negócios inacabados do qual ele tinha certeza que cobraria dele depois...ele não conseguia deixar de sorrir sozinho até se lembrar que era melhor ele se vestir e entrar rapidamente para resolver outros negócios antes de ir dormir...ou não, com Mila.

   Ao entrar dentro de casa Lucius sentiu um arrepio correr por sua espinha e um pressentimento ruim, mas afastou isso do pensamento quando viu que tudo estava como sempre. Ele conversou com seus homens , perguntou a Lucas as novidades e vistoriou os quartos de contenção que usariam para se trancar na lua de sangue. Quartos de Contenção era somente um nome formal para descrever prisão. Jaulas enormes com barras de 6 cm de largura de aço e 3 metros de altura. Tudo do bom e do melhor para a raça mais selvagem existente e sem controle do mundo sobrenatural.

  Só de pensar nesse dia ... ele até podia sentir inveja dos vampiros. Tudo que eles fariam seria sair a noite. A noite, onde todas as pessoas estariam trancadas e protegidas, pois vampiros não entram em suas casas sem serem convidados. Já Lycans... Embora poucas pessoas soubessem, eles podiam sair na luz do dia, mas antigamente preferiam a noite para manter o anonimato. Mas não precisavam mais disso já que todas as criaturas vieram a tona. Então... eles não se preocupavam mais com isso. Esse era o problema. Controlar seus homens não importasse as horas do dia.

                                                       ******

 Eles mal podiam acreditar no que haviam passado! Eles sabiam que no momento em que a besta havia entrado em sua casa e levado a sua única filha ao seu covil do mal para ser sua amante, ela estaria perdida. Mas nunca imaginaram o grau de profundidade que isso a levaria.

   A grande fiel olhou enquanto seu marido sentava em sua poltrona irritado e preocupado, provavelmente pensando exatamente como ela. Que algo havia se apossado da filha deles para que ela pudesse ser amante da besta Alfa dos  Lycans. Ela podia ver em seu olhar que ele buscava uma explicação para aquilo e que se sentia tão perdido quanto ela. Quando viu que seu marido não falava nada, ela sentou-se perto de seus pés e ficou pensando....

    Depois de apenas alguns dias ele teve o disparate de telefonar para “avisar” que estariam vindo jantar para falar sobre a união dos dois. Como se não precisassem da permissão de ninguém para que isso acontecesse, como se Deus fosse deixar. Deus nunca daria tal benção. Não á eles. – pensou a mãe de Mila. Onde sua cabeça doente tentava encontrar uma explicação para que sua filha estivesse se sentindo atraída por uma besta selvagem.

 Temos que tirar aquilo dela.  Ela ouviu o marido se queixar.  Não fomos fortes o bastante para defende-la. Precisamos pelo menos tirar o  que a estiver controlando.

   A mulher concordou sem saber o que fariam ao certo....Até uma ideia cruzar sua mente.

 Vamos fazer como eles.  Vamos sequestra-la e fazer com que ela volte ao normal, por bem ou por mal.

  O marido segurou a mão de sua esposa e a olhou esperançoso .

 Não importa o que aconteça querida. Tentaremos de tudo para salva-la.
E a mulher completou em sua mente.

“ Mesmo que isso a mate”.

Disse mentalmente, achando certo que a filha tivesse um final digno antes que sua alma estivesse perdida por completo. E sorriu. Imaginando sua filha numa morte serena onde seu espirito estaria num lugar bom e agradecido por ter sido salvo.

  É isso que os bons pais fariam. Pensou por fim.

Poupariam seus filhos de sofrerem no futuro.