sábado, 2 de junho de 2012

The Wolf'S Hell - A Maldição dos Wolfs

                      


                                 



                                           


           Destiny , uma garota valente, de palavra e sem muitos medos.                                      
Uma garota que protegeria seus amigos a qualquer custo, essas qualidades fizeram com que o destino levassem Destiny a mansão dos Wolfs , do qual todos sabem inclusive ela mesma que é uma mansão  amaldiçoada, todos de Wolf's hell  sabem da besta demoniaca que assombra as noites dos habitantes da cidade procurando sua próxima vítima. Porém  muitos acham que isso não passa de uma lenda antiga, uma vez ou outra adolescentes curiosos invadem a mansão Wolfs e desaparecem. Quando a  melhor amiga de Destiny desaparece, ela faz uma promessa á família de sua amiga Helena de encontra-la e protege-la a todo custo e trazê-la de  volta a sua família. Não demora muito para saber seu paradeiro, Destiny invade a mansão e se depara com a besta. Um acordo é feito. Destiny tem que ficar  no lugar de sua amiga e se tornar sua refém. A besta se revela um homem  belo e incrivelmente atraente , uma maldição foi jogada em sua família e a todos a sua volta. A realmente uma maldição na cidade e Destiny é a única
que poderá livrar a cidade e a família Wolfs dela.  



                                                 


                                                  

Epílogo :


Tive que dar uma ótima explicação ao meu pai para o meu sumiço nesses 10
meses. Havia inventado tantas coisas para dizer a ele,  mas fiquei com a mentira mais
simples. Que era " Fui procurar Helena , só que ela estava presa e tinha um cão
ENORME de guarda lá e arrombei a porta para me esconder. Helena fugiu de medo
me deixando para trás pensando que o cão era um demônio.  O escândalo tinha sido
tanto que o caseiro chamou a polícia e Dimitri ( Herdeiro da mansão) teve que me
salvar de lá para que eu não ficasse na cadeia por invasão e arrombamento. Só que ele
morava muito,  muito longe e demorou para vir e depois que veio e expliquei por que
arrombei a casa... nos conhecemos,  apaixonamos e estavamos namorando.- Não
contei a ele que estava noiva,  ainda. - Depois disse a ele que fiquei presa lá na
mansão por que lá teve uma nevasca e ficamos presos por causa da neve e problemas
com luzes e tal.
          Ele acreditou, mas vou estar de castigo até me casar, então não vai demorar
muito. Para a tristeza de meus pais.
        Tive que voltar para casa e esconder minhas garras sempre que possível, mas na
madrugada... eu fugia para me encontrar com Dimitri e fazer bom uso delas. A
faculdade, bem... só daria no ano que vem e não tinha tanta vontade de estudar no
momento.
        Ninguém sabe como meus pais lembraram,  já que a maldição prevalecia. Acho
que a velha fez isso para aprontar comigo,  mas não importava mais. Meu tempo
agora era terminar o colégio e refazer as provas que perdi, dar uma fugida na
madrugada. Eu estava brava com Helena. Desde que voltei ela não tinha falado
comigo e nem sequer perguntado se a besta de Wolf 's Hell havia feito algo de mal
comigo. Achei falta de consideração. Fora o fato dela ter falado para a escola inteira
que tinha sido atacada pela besta da cidade. Mas ninguém acreditou nela,  por que
minha versão de cachorro gigante que olhava a casa e um caseiro tinham vencido.
Ninguém acreditava mais na maldição pois ninguém estava desaparecida. Graças a
mim.
         Só havia dois boatos agora que era : Raymond tinha ficado um bom tempo de
molho por causa de um certo chute de alguém.
     Fiquei com pena dele e até me arrependi de tê-lo chutado até descobrir que Helena
e ele haviam voltado e pensei ' Eles se merecem ' o outro era que a garota que sempre disse não aos outros,  disse sim a um Wolf. Não era culpa minha.. só que somente
agora encontrei o cara certo.
         Saí da escola depois de terminar a última prova perdida e entrei no carro em
rumo a próxima cidade. The bitevalley " O vale da mordida". Fazia pouco tempo que
rumores sobre uma velha que amaldiçoou um outro homem. Parece que esse é um
vampiro.
         Comecei a rir mexendo no meu GPS. Minha vó mora no Vale da mordida e
desde que tinha se mudado para lá , começou a aprender a arte da magia. Tudo por
causa de uma lenda.  Fazia pouco tempo que tinha descoberto isso e não achei
necessário contar a ele. Tivemos o suficiente sobre mágias por toda a eternidade. Mas
ainda queria meu coração e ía pegá -lo de volta. Sem Dimitri. Não queria que ele se
ferisse ou ficasse mais amaldiçoado do que já estava.
        - Acho que é de família. - disse a mim mesma ligando o carro.
         Se fosse lá agora,  chegaria na hora do crepúsculo a tempo de soltar minhas
garras e fazer uma certa besta uivar para a lua.
          Peguei o celular e coloquei no viva -voz.
        - Vó?!  Acho que vou precisar da sua ajuda. É algo que envolve uma certa lenda.








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14 ° Capítulo :


- Me desculpa.... a culpa é minha. - Ouvi Dimitri sussurrar várias e várias vezes
para mim no meio da noite. - Por favor... abra os olhos.
        Eu queria abrir,  mas eles estavam ardendo como se estivesse á horas cortando
cebolas e depois tivesse jogado spray de pimenta neles.   Meus dedos e ossos doíam.
Meus dentes me incomodavam e tinha vontade de morder alguma coisa para alíviar o
desconforto.
          Sentia falta de algo... de meu coração.  Eu não tinha morrido então a história de
- " Não vou desfazer a maldição ". Era verdade. Dimitri não podia morrer,  fazia parte
da maldição e agora eu também estava incluída no pacote de viagens infernais.
         - Não estou morta. - disse a ele. - Meus olhos doem.
         Ele pegou minha mão e beijou meu rosto.
         - Não consegui pegá-la. - disse se referindo a bruxa.
         Se encontrasse essa safada... - bem... não era hora de pensar nisso uma vez que
estou desprevinida. Mas assim que estivesse pronta, ela não ía se dar bem nessa.
       - Tudo bem. - falei meio seca. Eu não estava me sentindo bem. Além de vazia ..
eu estava grudenta.
      - Estou com fome. - menti para ele tentando dar um sorriso. - Estou grudenta, me
sinto como se tivesse posto botóx.
        Sentia meu rosto dar uma esticada dura,  quando movia ele.
      - Está coberta de barro.   Senti que ele estava sorrindo provavelmente de alívio. -
Eu vou fazer algo para você comer. - disse se levantando , mas me dando um leve
beijo nos lábios antes de ir.         Assim que senti sua presença ir levantei indo para a banheira com olhos
fechados. Eles deviam estar ardendo por causa do barro. Devia ter entrado nos olhos
quando desmaiei.
       Tomei banho enquanto pensava . Sentia um vazio no peito,  mas ainda sentia que
amava Dimitri.... Mas deve ser por que provavelmente meu coração está vivo. Ela não
ía arrancar meu coração para deixá -lo apodrecer. Era maluca. Ela ía deixá -lo em sua
estante como um prêmio de consolação, para olhá -lo e admirá -lo todos os dias da
sua maldita vida.
         Se eu estivesse certa... meu coração continuaria vivo assim como meu amor.
Desde que ela,  nem Dimitri soubessem. Se contasse à ele que ainda sinto amor,  por
que meu coração está vivo... ela escutaria e daria um jeito.
      " - Quero vê -la te amar... sem coração. " disse. Ela não sabia. pensei. E nunca ía
saber. Não antes de pegar o que é meu devolta.
           Abri os olhos cheia de determinação.
        - Aí eu pego você velha!!!              
         Saí da banheira e fui ao espelho para ver se encontrava um buraco no peito.
Mas não tinha nada. Como se tudo não passasse de um sonho.... mas meus olhos...
Estavam vermelhos. Como quando Dimitri se transformava em besta.
         Meio confusa sobre o que estava acontecendo , desci e me encontrei com
Dimitri pronta para ter uma conversa séria com ele.
          Ele estava sentado e seus olhos .. vermelhos. Só que estavam assim, por que ele
esteve chorando. Ao ver que eu estava o olhando , ele me encarou e a primeira coisa
que olhou foram meus olhos.
         - O que há com seus olhos?  - Perguntou perdendo toda a cor saúdavel que tinha
no rosto.
        - Não sei,  mas me sinto bem. - disse a verdade. Ele não precisava saber do
espaço vazio que eu estava sentindo,  fora isso....me sentia bem.
        - Tem certeza?
         Fiz que sim com a cabeça e me sentei.         Dimitri se sentou ao meu lado e senti um cheiro forte vindo dele. Algo
indescritivel,  mas se tivesse uma palavra para descrever seria selvagem. Eu estava
amando o cheiro.
         Meu corpo começou a esquentar e olhei para ele. Dimitri se mexia ao meu lado
como se suas calças tivessem encolhido. Senti meu corpo queimar e meu rosto ferver.
Isso não era normal e não querendo preocupar meu fururo marido,  eu comi.
        Ele estava desconfortavel. Seu corpo transpirava e gostei disso. Tinha vontade de
passar a mão sobre a camisa de algodão e abrir lentamente cada botão , mordiscar
seus lábios e sussurrar coisas nada educadas ou inocêntes para ele.
        Me sentia atordoada. Sem saber o que fazer ou como agir , corri para o meu
quarto sem dizer nenhuma palavra.
        Ele estava me seguindo. Conseguia ouvir seus passos na parte de baixo da casa,
subindo as escadas e parando em minha porta. Eu estava no banheiro olhando meu
rosto. Agora desconhecido. Gostava mais dos olhos vermelhos nele, em mim .. bem,
eu parecia uma esperiência que deu errado.
        - Você está bem, Destiny?
         Minhas mãos tremiam e senti o calor aumentar a tal ponto que tirei as roupas
ficando só com as roupas íntimas.
       - Calor... Muito Quente. - Disse a ele perdendo o fôlego.
         Algo estava me faltando e não era meu coração.  Algo que só Dimitri podia me
dar.
       - Sei o que está acontecendo...
         Abri a porta vendo Dimitri só com suas calças.
       - Parece que... você não é a única besta. - falei tirando minhas garras para fora e
rosnava de mancinho para. Dimitri sorriu e suas presas saíram para dar uma nova
marca em sua futura esposa.



                                                                       

13 ° Capítulo :


  - Vou pegar algo que sei que Dimitri quer. - ela disse amarrada na cadeira.
          Dimitri tinha voltado parte do seu normal e mantinha a posição de ataque a minha frente. Eu
estava sentada no chão coberta de barro um pouco chocada com a velha.
        - Você é louca sabe... você podia ter feito algo mais normal. Algo que mulheres tristes fazem,
como um escândalo, tentar dar o golpe da barriga ou seduzir.... mas ... jogar uma maldição?!
Maluquisse. Não é a toa que não liguei por ele ser uma besta. Até ser besta parece ser mais normal
que suas atitudes com alguém que você diz que amou.
        Ela me olhou me fuzilando. Concerteza imaginando várias maneiras de me matar ou torturar.
         - Eu pensei que ele queria se casar comigo!  Fui enganada.
         Eu ri sem humor. Não sou do tipo que aguenta uma situação irritante dessas por muito tempo.
        - Naqueles tempos homens se divertiam com mulheres fáceis e casavam com as virgens. Se
queria ter uma chance deveria ter mostrado mais respeito por você mesma e com seu corpo.
        Ela gargalhou.
      - Ele vai fazer a mesma coisa com você,  é só uma questão de tempo. Os Wolfs não amam
ninguém a não ser eles e seu dinheiro.
         Me levantei me apoiando nos móveis com o corpo dolorido.      - Se ele fizer problema é dele. Eu tenho algo chamado amor próprio,  se ele não quiser ... outro
pode querer. Eu confio no meu taco. Posso ficar triste e deprimida,  mas nunca amaldiçoaria ele.
Mesmo que ele merecesse.
       Dimitri me olhou com um brilho estranho nos olhos,  mas decidi não prestar muita atenção.  Ela
era o perigo.
        - Por que diz isso?  Se ele merecer... por que não dar à ele o que é de direito.?
       - Por que o amo e quero que ele seja feliz , mesmo que não seja ao meu lado. Se ele for feliz,
vou ser também.  E se ele me amar... não importa quanto tempo demore... ele vai estar comigo ou ira
voltar para mim.
        - Você é mais maluca que eu.  - Ela disse com ódio.
        - Sou maluca sim. - confessei. - Sou maluca de amor.
          A velha levantou seu rosto e vi lágrimas caíndo de seus olhos. Por mais que a cena fosse
triste, não conseguia sentir nada por ela que não fosse pena. Ela era seca por dentro. Uma pessoa
movida atráves do tempo pelo ódio e pela mágoa. Ela não me entendia, por que nunca sentiu o que
eu estava sentindo. Amor. Ela nunca amou ninguém e não sabe como fazer.
           Ela gritou enquanto chorava.
         - Eu vou embora e deixar Dimitri em paz. - Ela disse. Mas não acreditei que fosse facil assim.
De novo.
         A velha começou a se debater e uma baba espumosa começou a sair de sua boca.
        - Vou desaparecer.... mas vou levar algo comigo como lembrança. - Suas palavras me deram
trêmores.
           Ela ía tentar tirar Dimitri de mim? perguntei a mim mesma. Se ela tentasse... eu a mataria
sem nenhum remorso.
           A velha começou a virar uma fumaça verde e suas mãos escaparam das cordas. Não deu
tempo de respirar ou dar um grito. Não deu tempo de Dimitri se mexer até ela enfiar a mão em meu
peito atravessando minha carne , que parecia fina e fraca como papel. Dimitri saltou slbre ela,  mas
já era tarde de mais.
           Ela tirou o braço rápidamente e antes de desaparecer e fazer com que Dimitri caísse no chão,
eu vi.
         Vi meu coração em suas mãos.
         - Quero vê -la te amar... sem coração.   - A voz soou através do comôdo seguido de um riso.           A última coisa que eu vi. Foram as mãos de Dimitri segurando meu peito antes da escuridão
vir.