A Ceifadora - 12 Capítulo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013



                      12 Capitulo:
      Sebastian tinha partido sem se despedir e eu não sabia se me sentia feliz ou triste por isso. Eu estava só e não saberia o que fazer se sentisse alguém me tocando novamente ou para onde ir, somente Sebastian sabia onde meu corpo estava e por isso precisava descobrir imediatamente antes que ele voltasse. ... Eu podia não ser aquele tipo de Ceifadora, do tipo fodastica ! mas isso deveria levar um tempo danado e até onde sabia Sebastian não parecia muito feliz ou disposto a ensinar, ele parecia querer mais uma amante. Miah Havia lutado com um urso merda ! enquanto a mim só consegui fugir de perder minha virgindade e fazer uns aprendizes  caírem em armadilhas que estavam MUITO na cara que eram armadilhas, ou seja, eu teria que fazer igual na escola, aprender por fora sem ninguém exceto euzinha saber . Por isso havia decidido vir ao quarto de Miah e tinha encontrado com Mike no corredor e acabei recebendo um conselho muito estranho.

Se vir algo ou alguém estranho rondando você , me avise ok?!  Mesmo achando estranho eu sorri e disse que estranho era tudo que estava a minha volta e segui meu rumo só para saber da noticia que Sebastian tinha ido pela boca de Miah.

− Maravilha. – Eu disse numa confusão de sentimentos e Miah percebeu, mas não pegou tudo que eu sentia pois ela estava sorrindo.

− Ohhh você esta gostando daquele mala?! – Ela disse se jogando numa poltrona enorme e caindo na gargalhada. Minhas bochechas queimaram. Eu gostava do Sebastian , não queria ficar longe dele por muito tempo... mas não podia tomar decisões precipitadas sem saber quem havia me matado, o por que e onde diabos está meu corpo que só Sebastian sabe.

    Eu me sentei em sua frente e sorri meio sem jeito.

− Ele é legal ...quando não está prendendo minhas mãos na calça dele... – Ela arregalou um pouco os olhos e tinha certeza que o pensamentos de minhas mãos nas calças dele em seus pensamentos, era totalmente errado do que realmente tinha acontecido.

    Ela deu um pulo da poltrona tão rapidamente que meu próprio corpo deu um leve pulo de susto.

− Sua safadinha ! Você foi rápida menina− Disse apontando o dedo para mim e levando as mãos para sua boca. – Está certo que ele é bonito e com a boca fechada , meu deus !, mas assim... tão depressa e você tem cara de ser tão tímida.... oh. Meu. Deus! Me conte tudinho!

     Eu não aguentei seu entusiasmo e acabei rindo também .

− Não é bem assim ! Não chegamos nos finalmente.

 Ela ergueu uma sobrancelha e pensou um pouco , e certa como o inferno que ela estava pensando mais bobagens.

− Ele bolinou você ! ou melhor... Você fez coisas com ele!

  Eu fiz um shhh com a boca para que ela parasse antes que Mike ouvisse e pensasse coisas também, isso era demais para acrescentar na minha lista.

− Não fizemos nada, só  nos beijamos ok! O negocio de mãos na calça foi uma brincadeira sem graça dele.

    Miah fez um O com a boca e quase vi que ela se sentiu um pouco desapontada. Mas eu não queria saber desses assuntos, eu precisava de perguntas e respostas.

  − Miah... – Eu disse cautelosamente preparando meu terreno – Eu preciso te fazer umas perguntas, mas é sobre treinamentos dos ceifadores.

    Ela balançou a cabeça fazendo um sim e ajeitou seu corpo.

− Manda bala.

− Você Obviamente sabe mais sobre essas coisas do que eu e passou muito mais tempo aqui do outro lado do que eu... mas tem algo que eu não entendo. Você sabe fazer um monte de coisas que eu não e ainda está no treinamento . Eu queria saber por que. É  tão longo o tempo de treinamento assim ?

    Miah ficou séria e pude jurar que vi lagrimas juntando em seus olhos junto com um pressentimento que ela não queria dividir essa parte de sua vida comigo.

− Você não precisa contar se não quiser... eu só... não tem com quem falar e dividir as coisas. Sebastian é legal, mas ele não me conta nada da vida dele e tudo que eu sei é pouca coisa. Ele sabe outras línguas , é tarado e gosta de fazer brincadeiras sem graça  e tem um irmão. É só isso que eu sei.

     Miah pensou um pouco mais e disse mais uma coisa que não fazia sentido para mim.

− Fui reprovada. −Eu queria fazer um monte de perguntas mas não o fiz sentindo que ela não tinha terminado. – Eu tinha feito uma amiga de fora, jéssica. – Quando ela disse o nome ele saiu com um som de engasgo e com uma pitada de ódio. – Ele se fingiu de minha amiga e no dia do ultimo teste... bem... ela não ia bem e tentei ajudar afinal meu poder estava no nível máximo, por que a cada um que derrotamos ganhamos uma parte do poder deles. O teste estava quase terminando quando ela me jogou num abismo com um golpe traiçoeiro e cai na pedra da morte.

− É uma pedra vermelha que te leva para outra dimensão. E não é uma dimensão boa acredite , passei no inferno lá, mas o irônico é que ela também não passou mesmo me traindo, pois o homem que ela gostava a tinha traído por poder também .

     Minhas esperanças morreram. Se eu pedisse para Miah se juntar a mim para uma doce vingança provavelmente eu podia acabar como ela e ficar por tempo indeterminado ao lado de Sebastian e sem nenhum tempo para meus problemas pessoais.

− Eu ia te propor parceria, mas depois de saber do seu trauma é difícil de acreditar que você confiaria em mim.

  O que eu disse foi verdadeiro, mas não todo pois não disse da minha desconfiança onde ela faria comigo exatamente o que fizeram a ela.

− Eu tenho meios de me proteger... eu só não sabia naquela época.

− Como?

− Um feitiço de anti-traição, só que é um caminho sem volta onde ambas podem perder. Se você ou eu chegarmos a pensar , mesmo que seja só um pensamento e não ações reais...Ambas perdemos todos nossos poderes e ficamos uns 100 anos tentando recuperar.

    Eu não queria me arriscar a por minha cabeça onde não devia, mas nãõ tinha volta. Se não fizesse isso Miah não confiaria em mim e eu muito menos nela e não poderia achar um jeito de achar meu corpo e descobrir quem me matou.

 − ok. Eu faço.

  Ela piscou confusa quase não acreditando em mim.

− O que? Vai confiar em mim assim do nada e por seus poderes na mesa sem pensar nas consequências ?

− Eu não ligo. Já não sei nada mesmo... e cem anos não vão fazer diferença para quem já morreu. Só vou ter que aguentar Sebastian me dando sermão e tentando me agarrar depois.

     Podia parecer que eu realmente estava segura de mim , mas na verdade estava morrendo de medo e só de pensar em viver cem anos presa nessa casa do qual na verdade não tinha encontrado uma saída em falar no assunto, me fazia meio louca. Cem anos vivendo.... tinha pessoas que não aguentavam viver nem 45 sem se matar, quanto mais cem anos.

    Ela se levantou , foi até a gaveta e puxou uma adaga e quase gritei um O que você está pensando sua maluca?

− Se vai fazer isso mesmo, quero que saiba antes que você vai ter que tomar um pouco do meu sangue e eu do seu, antes de poder concluir o feitiço.

   Meu coração quase voltou a bater pela adrenalina. E quando eu digo batendo é por que podia sentir algo pulando dentro de mim.

− Sangue.... o gosto é uma droga. – disse secamente. Não que eu andasse por ai tomando sangue ou algo assim, mas cortei meus dedos diversas vezes para saber o gosto que ele tem.

    Mas foda-se quem tá na lama é para se sujar né! Então vamos fazer direito.

− Foda-se . As vezes quis ser vampira mesmo...

   
             

                                   

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