[ Resenha ] - A Feiticeira das Terras Altas - Deborah MacGillivray

terça-feira, 17 de setembro de 2013

                 A Feiticeira das Terras Altas 

             Restless Knight (CHE 291) - Dragões de Challon 1/3 - Deborah MacGillivray


A Feiticeira das Terras AltasEscócia, 1296 


    Sortilégio de amor. Na época mais sombria da Escócia, um guerreiro inglês trajado de negro chega em busca de Tamlyn MacShane. Abençoada com os poderes da percepção, Tamlyn previra aquele dia, em que o implacável guerreiro Julian Challon conquistaria sua terra — e seu coração. Determinada a resistir a ele, Tamlyn luta com todas as armas que tem ao alcance... mas não há como se contrapor àquela força e sensualidade... 
    Cansado de batalhas sangrentas, Julian anseia por uma vida tranqüila, e o bucólico vale no coração da Escócia é o lugar ideal para reaver a paz de espírito de que ele tanto precisa. Em seus planos, a jovem dama, moradora do castelo, deveria ser apenas uma prisioneira, mas a beleza vibrante de Tamlyn o enreda de corpo e alma... E o intrépido guerreiro corre o risco de sucumbir a um encanto que não pode ser quebrado...



                          
                               Resenha
  Faz um tempo que li esse livro e não fiz resenha, por que não gosto de faze-las. É por isso que amo blogs que fazem resenhas por que eu não tenho essa paciência toda. Mas vamos lá.
Tamlyn é uma mulher forte e determinada ,com um poder especial, afinal ela é ligada a natureza  e tem sonhos e sensações estranhas, por que ela é uma wicca. Essa é uma das partes legais pois fala um pouco das tradições dela.
Mas sua terra esta ameaçada de ser tomada por um homem do qual seu destino é casar-se com ele. Mas gente o bofe é lindo ! Másculo, valente e com um belos lábios e par de olhos rsrs

  Então Tamlyn tenta de tudo para que suas terras continuem sendo dela, mas assim que conhece o Dragão de Challon se sente estranhamente atraída, mas mesmo sabendo que ele seria seu marido ela decide se passar por outra pessoa, alegando que é uma plebeia e que essa tal de Tanlyn é feia , velha e corcunda kkkk. Então ele faz uma proposta. Ela será amante dele por que é dela que ele gosta . Mas claro que ele descobre tudo.
 O livro tem leitura fácil , ele é fofo e tem umas cenas românticas e hot. Particularmente eu gostei. Não gosto de livros só de sexo e sou uma eterna romântica. <3 Não li a trilogia, mas tenho certeza que deve seguir o mesmo estilo.
Ai vai uns trechos para vocês ..

“O guerreiro arrancou o elmo e jogou para trás o capuz de cota de malha. Os cabelos do mesmo tom marcante de piche não eram no estilo normando, porém longos, puxa­dos para trás das orelhas, até o colarinho de metal que lhe cobria a nuca.

A respiração de Tamlyn entrecortou-se.

Aquele homem era... belo. Não, esplêndido! O ar que o rodeava parecia vibrar com a energia tórrida que emana­va dele, tal como o sibilar e o estrondo de um raio. Os dedos longos do guerreiro a seguraram pelo queixo, erguendo-o, forçando-a a encará-lo. Os olhos que a fita­vam tinham o tom das granadas verdes, circundados por cílios tão longos que fariam uma mulher chorar de inveja. Quando Tamlyn olhou dentro deles, o mundo se estreitou. Nada mais existia.”

O queixo era forte, quadrado. A boca pequena, dese­nhada com curvas sensuais, era sedutora, com um traço talvez de crueldade. Duas mechas negras encaracoladas caíam displicentemente sobre a testa alta, dando-lhe um ar insinuante e transgressor que nenhum simples mortal tinha direito de ter.
Havia uma inteligência determinada e aguda dentro daquele guerreiro, Tamlyn sentiu. Ele era o último ho­mem que ela gostaria de enfrentar como adversário.
Imagens a dominaram, abrasando-a com um fogo tórrido... Suas mãos na carne nua daquele peito, o beijo da­quele cavaleiro negro. Chocada, ela quase cambaleou para trás. Que sortilégio a dominava? Aquele guerreiro peri­gosamente belo era um anjo assassino, com olhos de la­drão de almas. Tamlyn estremeceu de medo, mas não con­seguiu desviar o olhar daquele homem.”

Ai chega a hora de marcar presença e conhecer sua futura esposa

“— Quero uma audiência com lady Tamlyn para provi­denciar que a transferência de governo seja feita em paz. Não tenho nenhum desejo de derramar sangue escocês — insistiu lorde Challon.
Nesse momento, os olhos de Rowanne cravaram-se no rosto de Tamlyn, que quase se encolheu. Tratou de desviar o olhar, pois o conde, muito observador, acabaria per­cebendo.
— Nossa Tamlyn não está dentro destas muralhas — Rowanne exclamou, com firmeza.”

E nossa mocinha esta quase rindo por dentro. Eu estaria pelo menos. Ela esta bem abaixo do seu nariz.

“Observou-o de soslaio. Usava uma calça de couro macio. Tamlyn nunca vira uma semelhante. Moldava-se de for­ma indecente ao corpo. Vestido apenas com a calça, as botas e uma túnica curta, a barra enfiada no cinto largo, deveria se mostrar menos impositivo. Contudo, parecia ainda mais perigoso. A túnica frouxa escorregava dos om­bros fortes, revelando os músculos flexíveis.
Uma força vital pulsava, emanando daquele homem, em ondas quentes.
Com uma elegância felina e movimentos precisos, ele serviu-se de vinho na taça ornamentada.”

Julian, Nosso Dragão também é um pouco provocador.

“— Além disso, você é... robusta — emendou.
Um rubor violento coloriu as faces da escocesa.
Graineil peist!
— Não quis insultar ninguém com minhas humildes observações. Duvido, demoiselle, que possa dizer o mes­mo. Acabou de me chamar de minhoca... repulsiva, eu acho.
— Suspeito, lorde Challon, que o senhor nunca tenha sido humilde em sua maldita vida inteira!
Ele nada respondeu; apenas a encarou, impassível. Tamlyn bateu o pé e esbravejou:
— Não sou robusta!
— Eu simplesmente ponderei que seus quadris são lar­gos e roliços. As mulheres de seu clã passam pela gestação com facilidade?
— Não cabe ao senhor falar de tais assuntos.”

Depois ele começa a perguntar da tal Tamlyn sua futura esposa que ele não conhece

“— Dizem que ela é dentuça.
Vermelha, Tamlyn respirou com dificuldade.
— Não uso sua língua com freqüência, senhor, mas pre­sumo que queira dizer que ela é velha.
— Tem uma boa compreensão de meu idioma. Quanto à minha língua... dou-lhe liberdade para fazer o que quiser com ela, com a freqüência que desejar. — Os olhos de Challon a percorreram, cheios de desejo. — Sim, falo de idade, não da condição dos dentes, se é que ela ainda tem algum”

Parte hot pra deixar vcs felizes .

“Saltou, e agarrou-a. Num trejeito rápido, ela se des­viou, mas os dedos de Julian se fecharam num pedaço de tecido, fazendo o material fino se rasgar outra vez.
— Sinto muito. Renda-se ou vai ficar com seus belos dotes à mostra. Não que eu tenha algo a reclamar.
— Largue-me, normando muc.
— Chamando-me outra vez de porco, hein? — Ele gin­gou o corpo à esquerda e depois, rápido como um felino, à direita, encurralando-a.
Ao agarrá-la pela cintura, a força que usou jogou ambos no chão. No meio da cama improvisada de peles, Julian prensou-a sob o corpo sólido. Com as mãos livres, passou os dedos em torno dos pulsos de Tamlyn, e ergueu-os aci­ma da cabeça, obrigando-a a se curvar contra ele. Ajei­tou-se, a comprimi-la, quadril a quadril.
Ela o mordeu, tentando enterrar os dentes em sua car­ne, mas Julian usou a pressão do corpo de modo que foi impossível a Tamlyn respirar. Não havia nada que ela pudesse fazer: a rendição era apenas uma questão de tempo.
A ânsia de dominá-la tomou conta dos sentidos de Julian. Uma contração penosa concentrou-se em sua vi­rilha. Ele a queria, como nunca desejara outra mulher.
Era empolgante ser dominado por tamanho desejo depois de infindáveis meses de apatia.
— Tem um belo conjunto de dentes, minha tola. Muito semelhantes aos de minha montaria — Provocou-a, rindo. — Ele também morde.
— Está me comparando a seu maldito cavalo?
— Você me chamou de verme e de porco. Além disso, gosto muito daquele cavalo. Vá em frente, minha tola, morda-me. Morderei de volta.
Quando ela se retorceu, Julian aliviou a pressão, man­tendo só o suficiente para deixá-la sem possibilidade de escapar.
— Ah, demoiselle, continue a se remexer. Gosto da sen­sação.
Tamlyn se imobilizou, de olhos arregalados.
O olhar de Julian percorreu a escocesa de cima a baixo, e lentamente voltou até o rosto de Tamlyn. A linha do maxilar era quadrada, teimosa, com uma leve covinha no queixo. As feições eram bem definidas, encantadoras. A boca, pequena, embora de lábios carnudos. Uma boca feita para se beijar.
Eram os olhos dela, porém, que o penetravam, o atraíam com o poder que deles emanava. Cravados nos seus, exigiam algo. Julian respirou fundo, na tentativa de acalmar o coração disparado. Algo naquela gata selva­gem clamava para que a tomasse, ressoava com violência dentro dele, despertava coisas que ele não vivenciava fa­zia muito tempo — ou que talvez nunca tivesse vivenciado. Pior: Julian sentia que aquela mulher tinha o dom de atingi-lo, afetá-lo, transformá-lo de uma maneira que ele mal conseguia identificar.
O apetite sexual de Julian sempre fora animalesco, forte. Só ultimamente sua alma clamava por algo indefinível, ansiando por algo mais.
Desesperada por algo mais.
Tamlyn continuou imóvel, os olhos buscando os dele, cautelosos, inquisitivos. Assustada e perplexa, percebeu, contra a vontade, que seu corpo atendia ao chamado dos instintos mais velhos que o tempo. E Challon também.
As narinas de Julian se dilataram, a captar o pungente odor feminino. Poção enfeitiçada. Seu coração pulsou com vigor redobrado, fazendo o sangue latejar com força. Seus lábios roçaram a curva do pescoço da escocesa, onde uma veia saltava. Deliciado com a sensação e quase assustado com sua intensidade, afastou-se.
Aquela mulher cheirava a mato na primavera, a bruma das Terras Altas beijadas pelo mar, e a lavanda. Macia, a pele parecia reluzir com um toque mágico de pó de ouro. Convidava a carícias, afagos demorados. Julian prendeu entre os lábios a pulsação errática da veia do pescoço. Latejava em sua boca. Podia sentir uma radiância tangí­vel... como se sugasse a essência vital daquela mulher. A aura se espalhou em torno dele, a requeimá-lo, dominan­do seus sentidos.
Em suaves mordidas, seus dentes traçaram o contorno da coluna daquele pescoço altivo. E uma vertigem o en­volveu, embora saboreasse a excitação. Com cuidado, pa­ra não tocar os pontos arroxeados pela brutalidade de seus homens, deliciou-se com o sabor doce e picante da pele macia.
Por um instante, a indignação diante do tratamento que ela recebera voltou à sua mente. Uma selvagem sensação de posse proclamava que aquela mulher lhe pertencia, e nenhum outro homem tinha o direito de tocá-la. E a luxúria o consumiu, suplantando qualquer pensamento.
Sua boca encontrou a dela, colhendo o hálito quente como se precisasse dele para sobreviver. Talvez precisas­se. Lentamente, encaixou seus lábios nos de Tamlyn. Tudo parecia se ajustar de um modo perfeito...
O mundo começou a girar...
Ela não resistiu. Julian rompeu o contato, arquejante. Seus olhos buscaram os dela antes que ele os fechasse e se apressasse em saboreá-la uma vez mais. Ávido. O ma­cho primitivo a dominou, exigindo a submissão da fêmea.
Julian raramente se entregava a beijos antes do ato sexual; não os apreciava. Até aquele momento. Perdido na sedução daquela escocesa pagã, ele queria que os beijos durassem para sempre. Nunca experimentara satisfação tão tórrida ao provar a boca de uma mulher.
O autocontrole que Julian tanto decantava e valorizava estilhaçou-se conforme os beijos continuavam. E se tor­naram cada vez mais famintos. Ele ouviu um gemido aba­lado, sentiu-o através da pele e em cada gota de seu san­gue. Mesmo assim, não tinha certeza se o som vinha dela ou dele mesmo.
Sua língua insinuou-se entre os lábios carnudos, quase implorando para entrar na cavidade quente e adocicada. A ponta da língua tocou os dentes agudos, delineando as hordas. Ele seria capaz de implorar para que ela compar­tilhasse dos desejos turbulentos que o devoravam. Con­tudo, não a forçou. Mas ela respondeu: os lábios macios se moveram sob os dele, numa comunicação perfeita, imitando-lhe os movimentos. Por fim, as línguas se enrasca­ram, numa dança sensual.
Julian soltou-lhe os pulsos, e sua mão esquerda deslizou pela nuca da escocesa, fechando-se nas grossas tran­cas de um bronze antigo. A outra palma estirou-se sobre o ombro bem-feito, puxando o tecido fino do vestido para baixo. O nó das fitas não deixaria o pano escorregar, a não ser que ele o rasgasse. Ele então enfiou a mão pelo rasgo, e empalmou o seio farto.
O mamilo endureceu-se contra a palma de sua mão. E Julian desejou fechar a boca sobre aquela carne túrgida e sugar forte, levando aquela mulher à mesma insanida­de. Ansiava por vê-la arquear o corpo contra o seu com a louca e tórrida paixão que o dominava. A jovem se reme­xeu, e seu corpo macio se encaixou com perfeição às for­mas de Julian. Sim, aquela escocesa fora feita para o pra­zer de um homem. Seu prazer. Sem ter consciência disso, ela enlaçou o pescoço dele com os braços, e afastou as pernas para que Julian enterrasse a coxa entre elas.
Deus, ela o levava à loucura! Julian não conseguia ra­ciocinar. Seria uma bruxa a lhe arrebatar os sentidos, a enfeitiçá-lo apenas com simples beijos? Simples? Não, bei­jos doces, mais doces que o mel. A extrema excitação tol­dou-lhe os sentidos. E ela gemeu, num arquejo trêmulo e ofegante, quando o polegar do guerreiro circundou o ma­milo distendido.
Ah, sua tola acompanhava a dança! Ofegante, fechou as coxas em torno da sua, prendendo-a com uma força incrível, que beirava o desespero. Calafrios percorriam os corpos de ambos, a batida das pulsações em uníssono.
Era tudo que Julian ousava esperar, tudo com que po­deria sonhar.
Nunca, mesmo na empolgação da juventude, tivera um impulso tão primitivo, tão devastador, de unir-se a uma mulher. Se não a tomasse, morreria de desejo. Uma magia estranha, voraz, o circundava. Sufocava-o. E o apavorava.
Feitiço ou não, iria tomá-la, possuí-la, apossar-se dela. E, nada na Terra o impediria de unir seus corpos.”

                                                                          
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3 comentários :

  1. Não conhecia este livro :(
    Achei a capa linda!!
    Que resenhão mulher, rsrsrs. Um show, um arraso, espetacular!!!
    Adorei!!!

    Parabéns!

    Bjkas

    Lelê Tapias
    http://topensandoemler.blogspot.com.br/

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  2. Olá! Eu achei o seu blog muito bonito!^^
    Coloquei o seu banner no meu tá!?
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    Respostas
    1. seguindo ! Obrigada pela visita ^^ tambem adorei seu blog

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