Encontro com o Slender Man - Parte 2

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

     


Parte 2


       Abri os olhos horrorizado , vendo diretamente o teto desbotado da minha casa sem saber se achava isso bom ou se me sentia ultrajado por estar sendo levado nos braços de meus irmão Ethan.  Olhei para ele ainda meio zomzo e ele riu pra mim, ou de mim, não dava para ter certeza.
        - Cara você está tão magrelo, que está pesando o mesmo que a Stormy!  - ele disse para depois rir novamente. Já não era o bastante ele me carregar no colo como uma moça, agora o filho da mãe me comparava com a mulher que ele queria dar uns amassos.
     - Me coloca no chão traste!  - disse mexendo os braços, quase fazendo -o me jogar no chão com minha brutalidade.
     - Calma!  Nenhum obrigado nem nada? ! - Não era uma pergunta. Não dando atenção mudei de assunto antes que minha mãe chegasse e perguntasse que merda estava acontecendo.
    - Já conseguiu dar uns amassos na garota ou ela ainda te vê como uma espécie de amigo gay?  . - Ethan fez uma careta e desviou o olhar para o chão. Isso era uma forte indicação que ele não havia conseguido nada com ela.
          Não demorou muito para ouvir os gritos da minha mãe da cozinha chamando seus filhos. Ela nos fez sentarmos nas cadeiras que eram nossas desde que éramos mais jovens e nos fez comer tudo que ela colocava no prato. Claro que eu tive que comer uma maior quantidade pois aparentemente todos me achavam magro de mais. Mesmo que na verdade,  eles que eram fortes demais.
       Ninguém me perguntou por que desmaiei e percebi que Ethan me poupou da vergonha, E agradeci com um aceno de cabeça. Logo mais tarde meu pai chegou e pediu para mim ajudar a levar umas caixas de ferramentas para celeiro por que a porta dos fundos tinha emperrado e as janelas precisavam de umas reformas pois batiam com qualquer vento. Na hora não liguei, mas ao sair no meio da escuridão me lembrei da sensação que senti a umas horas atrás. A sensação de estar sendo vigiado, seguido. Como se algo de muito ruim estivesse à espreita, esperando para me pegar.
          Quando cheguei ao meu destino coloquei as caixas num canto dentro do celeiro e olhei para o céu.  Não havia lua à vista e engoli em seco, sentindo um arrepio percorrer a espinha. Dei um sobressalto quando o cachorro começou a latir olhando logo a frente, para as cercas. Olhei na mesma direção e não consegui ver nada de errado na vista. Parecia só haver árvores com galhos longos, o único problema que descobri depois era que os galhos não eram marrons, eram brancos...e se mexiam mesmo sem ter vento. Achei isso estranho e comecei a prestar mais atenção em sua forma e comecei a olhar seus traços e linhas como se olhasse um labirinto. Tentando diferenciar o que pertencia aquilo.
           Aquilo tinha um pouco mais de dois metro e meio. Mesmo a cerca tendo dois metros ela batia em seu peito, aquilo tinha a forma de um homem . Menos em seus braços e rosto. Seus dedos eram longos, tão longos que ultrapassavam o tamanho de seus próprio corpo , e seus braços.... havia vários deles, como tentáculos, longos tentáculos chicoteando no ar até chegar ao chão. Sua cabeça era apenas uma forma pálida e oval, sem cabelos ou feições, apenas o que tinha eram círculos brancos onde deveria haver olhos e não tinha. Olhei para aquela coisa assustado sem ter qualquer outra reação que não fosse olhar... com olhos e boca bem abertos numa careta eternamente congelada. Aquilo era hipnótico. Estava preso no lugar sem poder me mexer ou pedir ajuda e queria com uma loucura desesperada que meu pai chegasse com uma arma na mão e atirasse naquilo, mas tudo que tive foi um grito tão alto feminino que me fez acordar do transe e poder ver Stormy gritando enquanto olhava em direção daquela coisa. Não sei como consegui, mas agarrei - a pelo braço e gritei .
    - Não olhe! .  - e corri ainda a puxando pelo braço enquanto ela tentava correr sem enxergar por causa das lágrimas que encheram seus olhos.
          Quando entramos dentro de casa todos estavam nos olhando preocupados.
-  Que merda Mathew!  - Ethan começou olhando Stormy que tinha se sentado no chão da sala olhando com seus olhos arregalados, fixos na janela como se aquilo pudesse aparecer.
- Tem um demônio na cerca!  - gritei - Nós vimos!  
    Com meus gritos sobre aquela coisa maligna Stormy começou a tremer e chorar. Ethan entrou num armário junto com nosso pai e tiraram armas.
    Os dois estavam carrancudos e bravos como o inferno na terra.
- Manu, fique com a menina, deve ser um louco ou um ladrão tentando nos assustar. - Meu pai disse saindo pela porta levando meu irmão com ele. Quando eles saíram me sentei ao lado dela e fiquei na mesma posição que a sua, me dobrando com os joelhos em meu estomago e apoiando minha cabeça sobre eles com os braços em volta das pernas. Sempre olhando para a janela, sem vacilar. Se aquilo viesse teria que tirar minha mãe e Stormy daqui.
          Logo depois do que parecia uma eternidade eles voltaram. Meu pai e meu irmão estavam brancos como papel,  com suas armas penduradas em suas mãos froxas. Minha mãe perguntava o que havia acontecido,  mas ninguém respondeu , eles apenas começaram a trancar todas as janelas e portas para depois meus pai se trancar no quarto com minha mãe. Ele chorou.  Isso intensificou meu medo . Meu pai, um homem aparentemente durão que serviu seu país, que já viu morte e ataques estava alí, trancado em seus quarto com sua esposa chorando e desorientado enquanto seu filho mais velho abraça a mulher que ama com ambos em estado total de choque e eu olho para a janela. Seja lá o que for aquilo,  eles viram e acharam tão ....surreal como nós, tão fora do normal que nem mesmo eles conseguiam sentir algo que não fosse medo.
          Só conseguimos dormir quando amanheceu. Como se o sol nos protegesse das coisas ruins, como a luz que ilumina as partes sombrias nos protegendo das coisas que se escondem na escuridão. Stormy dormiu sobre meu irmão e acordamos com dores desconfortáveis nas costas,  mas ninguém disse uma palavra sequer, nem mesmo meu pai conseguiu falar. A única que foi poupada de ver aquilo era minha mãe, infelizmente ela estava tão infeliz como nós obrigada a ver sua amada família em estado de choque, triste e com medo sem dizer uma palavra.
         Ficamos assim por meses até conseguirmos vender a casa e nos mudar para um lugar perto de muita gente. Na cidade. Onde ninguém ..ou aquilo pudesse se esconder ou nos espreitar novamente. Levou um bom tempo para as coisas voltarem um pouco ao normal , meu pai voltou a conversar desde que não fosse sobre aquele assunto, Stormy veio morar conosco por que os pais dela moravam muito longe por questões de saúde e ela seria obrigada a ficar na casa de seus pais sozinha, sem ninguém.  Ethan mesmo com medo a ajudou a pegar as coisas necessárias como roupas e outras coisas importantes e a tia dela vendeu a casa por ela para poupa-la de voltar ali mesmo sem saber o motivo.
          Eu continuo com eles, tentando retomar minha vida e arrumar um emprego. Mas aquela sensação volta e sei que não acontece com eles pois sou o único que ainda não consegue ir para frente. Me recuso a dormir no escuro e ficar só, mas mesmo assim aparece aquela sensação de estar sendo vigiado e seguido e as vezes o sentimento é tão profundo que meu corpo se estremece e sinto como se fosse ficar louco. Como se a qualquer momento ele fosse me pegar com aqueles tentáculos e me sufocar, me matar do jeito mais horrível que alguém pudesse morrer.
           Quando tive coragem para pesquisar se algo de estranho estava acontecendo na área onde morávamos nada havia aparecido e deixei o assunto para lá . Consegui arrumar um emprego e tocar minha vida sem estar em lugares muito isolados, achei que tudo estava bem até ver uma foto minha que foi tirada por uma colega de trabalho. A foto tinha sido tirada num parque antigo,  todos estavam rindo para a câmera , crianças brincavam no fundo, enquanto lá atrás de uma árvore se misturando na paisagem... lá estava ele. O homem alto e esguio com seus tentáculos chicoteando no chão e tive a impressão que mesmo sem os olhos... ele estava olhando para mim.
Jornal Local
     
    Hoje na madrugada dessa manhã foi encontrado um corpo de um jovem no Parque Nacional reconhecido como Mathew Davis, causa da morte  um possível suicídio, mas ainda sim os investigadores criminais querem saber o motivo e a causa para evitar mais alguma morte na área, caso isso não seja um suicídio real. 
      Os Pais e o irmão mais velho não quiseram dar um depoimento alegando estar muito tristes com a morte de seu filho mais jovem. Até onde sabemos ele vivia num medo constante e alguns vizinhos disseram que muitas vezes ele dizia estar sendo perseguido por um demônio. Dado a descrição de um homem esguio,  alto com mais de dois metros e meio. Sem rosto e com tentáculos. A mídia apelidou esse ser de Slender Man ( O Homem Esguio) . Se alguém tiver noticias ou algo que possa a ajudar essa investigação ligue ou mande um e-mail para o endereço abaixo.

   JNLocal@tele.com
tel. : 1600- 5863


     Boa noite.







Meu Selinho Sobrenatural !

segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Hoje decidi fazer um selinho Sobrenatural para comemorar 25 mil e alguma coisa de acessos. Dedico esse selinho a todos meus amigos , parceiros de blog e as pessoas que sempre me fazem uma visitinha.
       O selinho ta liberado para todos a unica regra é quem pegar o selinho tem que de deixar uma mensagem nesse post , dizer de quem recebeu e que tipo de estória sobrenatural ou não você gosta. Podem espalhar ele por ai ! bjus



                                        

Fugindo do inferno - Parte 2


   Parte 2



          Minha mã....quer dizer.. ' Ela ' me deu uma carona até sua nova casa, ops...mansão gótica e me seguiu por todo o caminho.

     - Você não pode fugir para sempre.  - Ela disse e eu quase ri. Desde pequena vi coisas ruins,  pessoas ruins,  mas não passava disso. Depois que completei 15 que o caldo engrossou, eu não só via, como sentia,  para começar a fugir  depois de uma visita de nada mais, nada menos que o senhor das trevas.  Ele havia tentado a me persoadir a me entregar a ele e vender a alma de minha mãe assim como ela fez comigo,mas resisti. Por que o safado teria duas ao invés...bem, não posso dizer uma  por que não pretendo entregar minha vida tão cedo e se ele quiser vai ter que arrear mais as calças.

           - Espere e verá. - disse subindo as escadas de madeira com demonios esculpidos nela. Estava certo que ela tinha feito um trato com o demo, mas isso não era motivo para transformar a casa num santuario satanico. - Você tem um gosto do demonio. - disse esgotada. Fazia tempo que não dormia a noite, deixava isso para a luz do sol mas nem sempre funcionava.

       Não olhei para trás nenhuma vez, mas podia sentir um sorriso em seu rosto.

      - Obrigada.  - Disse agradecida.  - Espero que engula seu travesseiro.

        Tentei não ligar pra seu comentario e rezei para que isso não acontecesse de novo. Cheguei a quase morrer realmente com um travesseiro na cara,  mas a culpa foi dela que encheu a casa com almas peturbadas. Ela só decidiu se livrar deles quando começaram a ir atrás dela. " Vadia "
  
        Entrei no meu quarto e preparei um banho e fiquei jogada debaixo do chuveiro. Eu gostaria de pensar que aquilo lá embaixo, acendendo suas velas negras não era minha mãe, e sim um demonio que a tinha possuido, mas ninguem fica possuido por tantos anos. Eu pesquisei. Se uma pessoa está possuida é só uma questão de tempo até seu corpo morrer e tudo que sobra é uma casca vazia com um demonio. Claro...que depois que sua alma se vai, a pessoa fica impossivel, cria poderes, forças sobrenaturais e uma dieta de vermes. Aquela coisa era a minha mãe e apostava que ela estava tendo relações sexuais com o senhor das trevas, por que de uns tempos para cá minha irmã mais nova começou a criar habitos infernais,  como tentar me jogar da escada, me envenenar e comer bichinhos que rastejam. Eu não sabia se ela era demoniaca ou apenas criou esses habitos por influencia ' dela '.  Mas no fundo acreditava que era issi mesmo, ela era filha do mal e eu do bem , e seja lá quem for o pai dela não era o meu pois ele havia morrido quando eu tinha 9 e minha irmã só tem 10 anos,  enquanto eu sou uma adulta de 20 anos.

            Não mais uma criança. Consegui terminar o ensino medio e tinha arrumado um emprego,  mas.... ( novamente o ' mas ' ,)  infelizmente vai ter muito mas.... por aqui. - Meu emprego foi para o brejo quando um demonio estrupador entrou no corpo do meu chefe e tentou, novamente Tentou, fazer algo comigo. Não conseguiu por que posso ser uma garota,  porem sei bem me defender e depois disso perdi o emprego.
          Tudo culpa de Luc, por que ela ama transformar minha vida num inferno.

          Fiquei debaixo da água até acabar a água quente e depois sai enrolada em meu roupão e encontrei Luc deitado em minha cama. Nu.  Não olhei para ele  mas me sentia desconfortavel de ter um cara nu na minha cama. Coloquei minha roupa sem ligar se ele viu ou deixava de ver alguma coisa, se ele ia jogar um demonio, fantasma ou almas em cima de mim era melhor estar vestida para enfrentar a coisa. As vezes pensava que na minha vida passada eu colei chiclete na cruz  . Mas novamente a culpa não foi minha, era dela. Por que até onde eu lembre....não pedi para nascer e se pedi, gostaria que Deus não tivesse dado importancia.

         - Não tem nada melhor para fazer do que ficar nu num quarto que não é seu.  - Disse dessa vez olhando para ele, não dava para ficar de costas para uma cobra por muito tempo.

         Ele sorriu. Um sorriso maligno que encheu seus olhos verdes com algum sentimento que eu desconhecia. Luc levantou um braço e estendeu a mão revelando um punhado de ervas que eu coloquei no batente da porta. Para não deixar demonios entrar. O problema em questao era que Luc não era um demonio, era um anjo, caído mas ainda sim não poderia ser considerado outra coisa.

       - Você me surpreende a cada dia. - disse com sua voz aveludada e mascula.

        Ele se levantou e andou com sua ... musculatura perfeita nem sequer se preocupando em vestir -se. - Você parece cansada para uma jovem. O que foi, não anda dormindo direito?  - disse passando a ponta dos dedos sobre minha bochecha. Tentei fingir que não ligava de sua ' Coisas ' estarem bem a minha frente e dei um tapa em sua mão. Sem medo. Da Primeira vez que fiz isso ele tentou quebrar minha espinha,  mas ela era bem flexivel para a infelicidade dele.

        - Arisca.  Adoravel .

        Antes que pudesse falar mais besteiras eu o interrompi.

      - Não devia estar fudendo a " Mãe do inferno " em algum lugar chique e cheio de depravação,  no lugar de estar me enchendo?!

         Ele sentou -se em minha cama e balançou a cabeça como um pai bravo repreendendo sua filha.

         - Te dei tantas coisas bonitas, valiosas....por que és tão rebelde? . - perguntou em seu tom arrogante.

       - Que me lembre não lhe pedi nada.  E as coisas valiosas estão com Astrid, pergunte para ela. Tude que tenho consegui com meu proprio esforço, teria mais se você não fosse intrometido.

         A porta se abriu e minha irmã entrou segurando o gato da vizinha. Seus pelos cinzas e adoraveis,  agora estavam faltando em algumas partes e seus olhos... antes azuis,  estavam cinzas e opacos sem vida. Ele estava morto.
        Ela entrou chacoalhando aquilo como se fosse uma boneca de trapos e sentou no colo de Luc e o abraçou. E ele estava nu!!!!

        Tentei não parecer chocada com aquilo sobre ela estar sentando no colo do mal e segurando um gato morto. Tentei fingir que aquilo era normal..

      - Por que não pode ser igual à ela? - disse olhando para mim.  Zombando de mim. Ele gostava de me ver assim, sofrendo, me vendo paralisada de horror. Minha bilis subiu e senti o gosto amargo na boca. Andei em direção a minha irmã tomando o gato de suas mãos e lhe dei um tapa,  um tapa que doía mais em dá -lo do que te -lo recebido. Lily ficou louca e tentou me atacar só para levar outro tapa e ser jogada para fora do quarto.
        Ela socou,  gritou e esmurrou a porta até Astrid chegar e a levar para longe. Para ensina - la alguma coisa à mais de ruin para fazer.

          Eu chorei. Não pelo tapa, mas pelo pobre animal. Que era o unico inocente ali, o unico igual a mim  Do qual sofreu sem ter culpa. Quis jogar uma bomba na casa e acabar com tudo para salvar o mundo deste sangue ruim.

         Quando Luc sorriu finalmente de satisfação por ter me feito bater numa criança, bati nele também. O tapa o pegou de surpresa, de tanta surpresa, que por alguns minutos ele não esboçou nenhuma reação mas quando o fez senti que ia me ferrar. Mas não ia dizer que estava arrependida, pois seria mentira.

       Luc apontou um dedo para mim e não houve tempo nem sequer para piscar e eu estava colada na parede,  com as pernas longe de tocarem o chão.

       Seus olhos se tornaram totalmente negros e quarquer traço de que um dia ele já foi algo parecido com um homem,  desapareceu. Luc agora era a besta do inferno.

      Sentia uma dor horrivel em meus ossos, como se eles tivessem inchando, crescendo e curvando - se para lados opostos que deveriam estar. Há está altura era dificil  conter os gritos de horror que vinham não só de meu corpo, mas também de minha alma.

     - Por que não desiste?  Não se rende de uma vez!  Você é só uma humana idiota e fragil! - ele gritou com uma voz rouca e sobrenatural. A voz não saía apenas de seus lábios,  como tambem ecoavam pelo quarto.  Tive que juntar um tanto de forças para gritar de volta. Forças que vinham do meu orgulho. Podia não ter conhecido a Deus, mas ele seria o unico que me faria abaixar a cabeça.

      - Não desisto, Por que não sou você!  - Gritei e cuspi na cara dele. - Você é um fodido infeliz que gosta de ver pessoas felizes sofrerem por sua causa!

       - Você sabe o que posso fazer com você agora?

      Ele desviou do assunto. Fodido Luc, ele nem sequer se defendeu por que sabia que era verdade.

      - Você pode me quebrar Luc. Pode pegar minha familia e enfiar na sua bunda se quiser, pode me matar, estrupar,  torturar  , mas minha alma nunca será sua. Não nessa vida.

            A dor se intensificou mais e um jato de sangue saiu do meu corpo, uma parte que nem mesmo eu podia identificar. Doía tudo. Podia estar saindo sangue de todos os lados que eu continuaria Não sabendo de onde estavam vindo por que meu unico foco era a dor e encher os ouvidos de Luc, Xingar bastante ele, antes que pudesse morrer.

        Luc . Embora fosse o senhor das trevas, ele não podia ter tudo. O mal não podia ter tudo, por mais que quisesse. Por que se ele pudesse,  todas as almas, boas e ruins estariam no inferno numa grande mar de fogo, mas não tinha. Por que ele induzia as pessoas a venderem a alma?Simplesmente por que não podia tê -las. Mas no meu caso ... eu estava fugindo do inferno. Por que ele realmente podia me levar . Eu não entendia. Ele não poderia me levar  , mas pode. Não sei o que ela fez ou que feitiço usou mais era fodastico, Claro!  que minha mãe apenas estava feliz de sua filha sofrer no lugar dela. Plano de Luc imagino.  Uma hora ou outra ela estaria no inferno junto de suas filhas. Por que ele era o rei dos reis da mentira. E dava para ver que ela estava com a perna no inferno, enquanto eu só os pés.

       Luc sorriu novamente com algo que viu. Talvez fosse meu sangue, ou... alguma parte do corpo que havia se separado.

      - Você parece ter tanta certeza disso.

     - Pode me levar, mas você sabe....- Saiu um jorro de sangue - que não ...dever...ia. - outro jorro - Que eu v...ou sair de...la e acabar com vocês....- Minha garganta fechou engasgada com alguma coisa ou com alguma parte de mim e por um breve momento me deixei levar. Deixei as sombras me envolverem como uma noite calma antes de uma tempestade. A dor desapareceu e tudo estava calmo e meu corpo flutuava em direção à uma luz.

" É o céu" - Pensei esperançosa. Esperando que tudo que havia passado até agora... estivesse acabado.

        Uma voz zombou de mim gargalhando infestando o ar com enxofre e minha esperança desvaneceu. A luz foi ficando mais forte e mais quente como se eu estivesse sendo levada ao sol.

 Não era justo. Nunca havia feito nada... nada de tão ruim para estar nessa situação. ' Mas você vai voltar.' uma voz inocente cantou dentro de mim ' Vai ter que voltar e livrar pessoas boas da Astrid e Lily ' Salvar suas almas.   Algo se fincou dentro de mim criando raízes e logo estava no inferno. Pessoas gritando num fogo interminavel enquanto sombras e coisas ou o que foram pessoas a muito tempo atrás chicoteavam as costas de outras pessoas,  os fazendo andar mais, correr mais. 

    Esse era meu lar agora, mas não por muito tempo. Era uma promessa.


          







Vampirize - me ! - Parte 4

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


                                    


                                                Parte 4

        Glenda apareceu na minha casa e a cada minuto espreitava o lugar para ver se encontrava um caixão ou se eu tinha medo de espelhos.

         - Tem muitos espelhos aqui. - Tristeza enchia sua voz.

      Fiquei em frente ao espelho e arrumei os toques finais da minha maquiagem. Estava vestida com botas negras de cano longo, uma saia de couro com um corselet vermelho com rosas negras de renda. Os cabelos estavam soltos e uma leve trilha de sangue estava em meu lábio. Eu era uma vampira.

      - Eu amo espelhos . Fiz meu pai trazer todos da antiga casa.  - Podemos ir?  - perguntei e ela deu de ombros se sentindo desconfortavel.

      - Adrian não vai?

       Tentei não me sentir com ciumes e respondi desfarçando a voz.

      - Ele está pegando doces e vai nos encontrar daqui uma hora.

        Na verdade Adrian estava esperando ela escolher o lugar para nos encontrar lá.

       - Nós vamos no cemiterio da resulreição. - Ela disse antes que perguntasse aonde íamos.  Eu quase engoli minha propria lingua.

       - Cemiterio?  No dia das bruxas? - Eu bufei revirando os olhos -  merda santa!  Você não sabe que em algumas culturas os mortos saem nesse dia? .

        Ela deu de ombros e botou as mãos nos bolsos.

      - É o caminho mais curto para ir as casas grandes, onde tem mais doces.

        Fingi que acreditei e saímos,  mas não antes dela enfiar um pedaço de pão de alho na minha cara.

       - To morrendo de fome,  você quer? - Ela ofereceu e para a surpresa dela aceitei.

       - Manda aí,  adoro esses pãezinhos. 

         Eu Não sei o que aconteceu,  mas todo o tempo que mastiguei ela ficou me olhando como se fosse derreter.

      - Não se preocupe, quase ninguem é alergico a alho. - Acegurei.

       Ela botou as mãos dos bolsos determinadas enquanto mandava um torpedo a Adrian avisando nossa localização.

      - Ele estara logo aqui.  - Avisei.

        Glenda tirou um colar aparentemente de prata com um pingente em forma de crucifixo e me deu.  " Ela realmente me acha uma vampira". ótimo pensei.  Mais uma maluca.

       Ela praticamente pois no meu pescoço e me encarou por um longo e duro momento e quis que Adrian chegasse logo antes que ela tentasse algo perigoso como uma estaca.

          - Um presentinho de boas vindas.

         - Obrigada - Agradeci morrendo de medo,  Adrian tinha razão.  Tinha que aprender a me cuidar se não algo critico podia acontecer.

             Ao longe ouvi Adrian chegar em sua moto vestido com uma camisa branca e jaqueta e calças de couro. Ele estava um gostoso naquela roupa.

         Desculpe a demora.  Ele se preparou para me dar um beijo,  mas se afastou. 

        - Está comendo alho por que?   - Seu tom não era irritado,  mas sim curioso.

         - Glenda me deu um pãozinho de alho.

         Ele fingiu não ligar e Glenda gritou um " Pensa rapido " jogando uma cruz de madeira para o ar a qual eu peguei.

       - Que isso,? Você virou a Buffy e não me avisou?  - perguntei com a certeza que ela usaria a maldita estaca.

          Sua cara murchou e ela abaixou a cabeça.
      - Acreditei que fossem vampiros.... - disse num beicinho infantil.

        - Por que pensou nisso?  - Adrian fez a pergunta.

       -Vocês vieram daquele lugar famoso, onde tem um monte de vampiros e tal....

         Adrian e eu reviramos os olhos nos aproximamos dela. Peguei em seu ombro e arranquei o colar do meu pescoço.

      - Olha... se você pensou que eramos vampiros você esta completamente.....- Adrian terminou a frase e deu lhe uma.mordida no pescoço e fiz o mesmo.  Sugando seu precioso elixir da vida. Seu sangue esquentava meu corpo e o deixava mais forte,  pronto para encarar o sol num novo dia.  
         A soltamos por um breve momento.

      - Completamente certa.!   - Ele disse com fio de sangue descendo pelos seus lábios e me atrevi a passar a ponta da lingua ali.

       Olhei para Glenda e seus olhos ja mortos. Ela foi tão insistente e irritante... se ela Não ficasse tentando nos desmacarar,  talvez podiamos ter sido amigas... Mas humanos são sempre assim,  talvez por isso Adrian fosse acostumado a trata -los mal.
   
         - Você foi perfeita bebe. Por sorte você não foi afetada pelo crucifixo e pelo alho.

         Ele sorriu satisfeito.

       - Isso é por que nunca cheguei a drenar alguém.

          Adrian me luxou para um beijo insaciavel.

          Um vampiro consegue sair no sol desde que sua fome esteja satisfeita. Ela nunca poderia ter me feito mal,  uma vez que não era uma vampira completa até me alimentar, diferente de Adrian.  Se ele fosse quem comeu o pãozinho.... ele seria pó agora.

         - Vamos... seu pai está trabalhando no banco de sangue e estão nos esperando para saquear o caminhão. Voltaremos para casa assim que tivermos o bastante.

        Saímos de mãos dadas pelo cemiterio até chegar em sua moto.

       Enquanto os humanos pegam seus doces, pegaremos os nossos. ...Como cheguei a dizer antes, um vampiro consegue sair nos sol desde que esteja satisfeito. O plano de meu pai era satisfazer o nosso povo com reservas de sangue para que todos pudessem enfrentar o sol e " poupar " as pessoas de mortes futeis. Afinal... é melhor manter um vivo e obter sangue do que apenas um almoço e nada mais.  Meu pai nunca saberia do nosso ".Doces ou Travessuras " Embora todo o vampiro perdesse a virgindade de seus dentes com a mais pura e verdadeira carne.

         Colocamos o capacete e ele ligou a moto.

       - Sera que um dia faremos amigos que não sejam interreseiros?  . - perguntei e ele deu de ombros.

      - Não sei. Mas se não der certo da primeira vez .... bem... já sabemos o que fazer com eles. 




Vampirize me ! - Parte 3

                  

                                                           Parte 3



        O dia passou do mesmo jeito. Gente perguntando se eu dormia em caixões, se já vi um vampiro e outras coisas. Adrian socou um cara por que ele disse " Me chupe " ,mas acho que foi no termo vampiro e não sexual, isso não importou muito para Adrian que deu um soco certeiro no meio de seu nariz que fez o cara perder o rumo da sua sala. O diretor nos levou para a diretoria e saímos mais cedo da escola. Tentei convencer Adrian a me dizer por que ele queria conhecer a cidade na noite de Halloween,  mas ele desviava do assunto me abraçando, mordendo....

              O dia passou assim e logo veio a noite e decidimos ir a praia para aproveitar a noite maravilhosa, sem o sol me fazendo fritar.

          - Você não quis comer. - Não era uma pergunta.

         Meus dentes estavam doloridos pela carne dura que Jerome reservou para mim,  mas não queria dizer isso ao Adrian por que era falta de educação com meu futuro sogro.

        - Foi um dia de Merda hoje. - disse num suspiro.

        Ele passou as mãos pelos seus cabelos os deixando selvagens.

        - Ser chamado de vampiro tudo bem!  , mas a coisa do " Me Chupe " foi de mais. Eu poderia realmente ter virado um vampiro e arrancado a cabeça do filho da puta.

        Eu ri.  Ele parecia tão bravo com uma brincadeira sem graça ou apenas estava com ciumes.

     - Não é engraçado!  - ele disse levantando a voz,  mas a raiva não tocou seus olhos.  Suas mãos me puxaram para ele e recebi um beijo apaixonado.   - Olha só o que você faz....  -  E me beijou novamente. - Fico faminto com você!   - E caímos nas gargalhadas.

      Logo meu sorriso se desfez.

      - Você não vai fazer o que estou pensando,  vai?  - perguntei a ele. Não faltava muito tempo para os negócios acabar e irmos embora.  Só trouxemos algumas roupas e a casa era alugada. Ele não precisava fazer aquilo.

      Ele segurou meu rosto em suas mãos.

      - Faço isso por você...., você é inesperiente e preciso te mostrar o que as pessoas pensam e como você deve reagir.  Eu sei que você nunca fez isso antes,  por isso não quis comer. Estava com medo.

        Cruzei os braços sobre o peito.

      - Eu saberei exatamente o que fazer,  só não quero trazer problemas para dentro de casa.

      Ele sorriu e pegou minha mão,  minha mão pequena em comparação a sua.

      - Podemos fazer isso juntos. Tudo juntos se você quiser ...

           Eu não tinha certeza se consiguiria fazer o que ele estava falando,  mas tinha que aprender a viver e me defender. Caso tivessemos que ficar mais tempo por aqui e eles continuassem a me encher, alegando que era uma vampira.... teria que me defender.

     - Faremos juntos então.  - Apertei sua mão com força extra. Só esperava que meu pai não ficasse sabendo...
           



Vampirize Me ! - Parte 2


                                         Parte 2



           - Não ligue para esses...... - Adrian não terminou a frase e nem precisava.  Ele estava puto da vida.

            Entramos na escola passando por intermináveis corredores Até entrar numa sala, imagino que era aula de biologia.  Combinamos a muito tempo de ter aulas juntos,  por questão de segurança e por causa de segundas intenções... 
            Adrian mantinha um braço firme na minha cintura,  me causando calor, mas não era só sua mão que me dava calor. O tempo aqui é insuportável!  Sol, muito sol e para ajudar a escola ficava perto da praia!

         Passei a mão pela minha testa para tirar um pouco de cabelo que havia grudado em meu rosto.  Parecia que ia derreter ali mesmo e não era de uma forma romântica.

         - Não sei por que meu pai quis se mudar para cá. Parece que estou no inferno!    - Adrian riu e me deu um sorriso meio torto.

         - Negócios Albhy, apenas negócios. Seu pai beneficiará nosso povo, com os negócios dele ...ninguém passará fome.

          Sorri em concordância  Os negócios de meu pai prosperaram e ele fazia questão de ajudar nosso povo onde tinhamos criados raízes. Não importava o lugar...mesmo nesse inferno , ele suportaria tudo por nós. Ainda mais agora que ele tinha obrigado Jerome a fazer parte dos negócio como um sócio. Ele não precisava trabalhar como motorista, mas mesmo assi o fazia por mero costume e por que ele amava dirigir. Adrian faria parte dos negócios assim como eu com os passar dos anos,  mas nos contentariamos apenas em aproveitar o momento.

           - Estão crescendo. - Disse sorrindo feliz. Se tudo acontesse como o esperado, logo dariamos o fora da lí e eu poderia voltar para um lugar que tivesse menos sol e mais sombras.

          Adrian passou a ponta dos dedos no meu pescoço enviando -me arrepios. Seu rosto estava perto de me dar um beijo quando o som de uma bolsa sendo socada na mesa de láboratório me fez dar um salto na cadeira.   Era uma garota pequena, ruiva e magricela. Seus olhos brilhavam  com uma determinação sombria enquanto olhava para mim. Como se eu tivesse algo que ela desejava. Se fosse o Adrian que ela estava pensando,  nunca iria tê -lo e fiz questão de demonstrar isso colocando meu braço em volta de sua cintura e apoiando minha cabeça em seu peito como quem diz " Viu?  Ele é meu!  Só meu!  ".
            Ela não se deu por vencida,  pois seguiu até nossa direção e parou a nossa frente.

         - Vocês são os da Transilvania?   - Perguntou meio sem jeito e agradeci por pelo menos ela ser educada e me adicionar na pergunta.

        - Sim - Adrian respondeu num tom rude.  Ele nunca teve muita paciencia com certas pessoas,  e também não me lembro dele ter muitos amigos. Nenhum além de seu pai e a mim.

           A garota corou e começou a olhar para os lados.

         - Se vai dizer algo,  apenas diga.  - Ele disse no mesmo tom,  sem gritar ou levantar a voz.

        - Huh.... eu queria mostrar a cidade para vocês... pode ser a noite por causa de sua pele. - Ela disse olhando para mim. - Albina certo?  Sensivel a sol?  Seria bom vocês conhecerem a cidade antes de amanhã,  por causa ... sabe ... do Halloween.

         Eu até que gostei do jeito que ela falou,  mas ao olhar para Adrian percebi que ele sacou algo que eu não tinha percebido.

        -  Gostaria muito de conhecer a cidade.  - Eu disse antes de ser cortada por Adrian.
  
       - E adorariamos mais se fosse amanhã depois do por do sol. Ainda estamos desempacotando a mudança e vamos passar o dia arrumando.  - Ele disse num tom educado agora,  quase num tom de flerte, mas o conhecia bem. Eu o encarei o perguntando com os olhos " Que você está aprontando?  " e sua resposta foi um sorriso.

          Ela sorriu triunfante e esticou sua mão ossuda.

          - Sou Glenda Miller!  - Ela se apresenta e olha para Adrian, mas ele não toca sua mão então eu faço para evitar uma situação constrangedora.

           - Albhyna Price e esse é Adrian MacFarlayne .

        Ela sorriu agradecida e se sentou em seu lugar logo perto da porta,  bem longe de nós.

        - Que foi isso?  - Perguntei a Adrian irritada com uma ponta de disconfiança. Ele revirou os olhos e colocou os lábios perto de meu ouvido.

         - Ela pensa que somos vampiros,  não percebeu?  

         Arregalei os olhos e encarei as costas de Glenda alguma coisa. " Vadia " pensei, e como se tivesse lido meu pensamento ela olhou em minha direção. Mudei o olhar de direção rapidamente e para me ajudar ou não Adrian mordiscou minha orelha e depois meu pescoço.

          - Você parece deliciosa hoje.   - ele ronrronou sem se importar com nossa coleguinha. MacFarlayne  estava aprontando algo e isso envolvia nossa nova colega.

           Glenda abriu os olhos ligeiramente e desviou o olhar fingindo procurar algo em sua bolsa.  Isso vai dar o que falar ....





Fugindo do inferno - Parte 1

quarta-feira, 17 de outubro de 2012




                   Parte 1



       Eu estava numa corrida contra o tempo... e ele estava se esgotando,  enquanto o mal se aproximava. 

           As vezes queria simplesmente desistir e me entregar ao mal,  mas o medo ou a fé não sei,  não me deixavam.  Por que no fundo eu sabia que não tinha culpa do que estava acontecendo. Na verdade a culpa era Dela. Decidi em chamá-la assim daqui por diante por que ela não merecia ter um nome, ou qualquer carinho e respeito de minha parte.
         A noite de hoje está escura demais. Talvez não tenha lua ou ela simplesmente não quis aparecer para evitar que eu visse exatamente o que estava atrás de mim, ou.... talvez o mal a escondeu para que as coisas ruins chegassem a mim,  mais rápido,  mortal e silencioso.

       Nunca fiz sexo ou sequer havia beijado alguém.  Fiz isso por que pensei que essas coisas parariam de me perseguir, que Deus veria que sou boa...pura e que mandaria seus anjos me protegerem,  mas não penso mais assim. Eu mudei. Arrependi-me. E não confio em mais ninguém a não ser em mim mesma e meu instinto de sobrevivência, do qual considero forte, pois já estaria morta se fosse de outro modo.

       Se sobrevivesse viraria uma puta. Não uma garota de programa, por que elas cobram. Eu Não cobraria, viveria, transaria e beijaria a vontade Até morrer de alguma doença desconhecida. Não me importava a morte e sim o fato de como e onde iria morrer.

        Agora estou correndo as três horas da manhã por uma ladeira filha da puta,  com o coração na garganta e com a sensação que teria um ataque do coração antes que eles chegassem a mim.
       Os cães. Cães do inferno.  E dessa vez Luc se superou!  Ele mandou três de seus maiores e piores só para mim. Talvez devesse dizer a ele que estava lisonjeada que minha alma fosse tão preciosa! Agora pensando nisso, mesmo cansada....talvez ela fosse preciosa por ser pura! Que ironia... Justo o que pensei que me salvaria estava me levando para a morte mais horrível que alguém podia ter.  Por culpa dela!

          Subi a ladeira as pressas com a asma atacando e a alma a ponto de abandonar o barco. Um dos cachorros se adiantou e saltou sobre um carro próximo a mim o fazendo em pedaços e quase conseguindo o fazer morder minha cabeça por sua altura.

      - Ele não vai ter-me assim!  Não darei esse gostinho nem ao senhor das trevas e nem à ela!!! - gritei.

          Eu estava quase lá. A igreja de Saint ' Gracie.  A igreja mais pura,  antiga e consagrada de toda essa cidade infernal. Sorri em deleite com muita esperança em minhas pernas. Afinal se não fossem elas eu estaria morta há uns passos atrás.

          O segundo conseguiu quase morder meus calcanhares, mas por graças de alguém...talvez Deus!  Tudo que ele conseguiu foi uma fatia de meus tênis. Eu gostava deles. Dos tênis não dos cães do inferno.

            Meus ouvidos estavam antenados para qualquer coisa que fossem me ajudar e não demorou muito para ouvir um caminhão ou talvez um ônibus.  Não importava. Era grande pesado e se meu plano desse certo ele faria um estrago, mas não em mim.

        Subindo mais um pouco a rua quase vomitando minhas tripas lá estava ele. Uma carga enorme de sei lá o que com suas toneladas vindo em minha direção.  Não liguei para o barulho, para as buzinas e para o bafo de enxofre dos cães.  Eu o encarei medindo as possibilidades e logo a baixo do painel ...me joguei. O homem tentou frear,  mas o caminhão derrapou e foi tombando de lado Até cair levando os cães com ele.

          Depois de um leve choque tanto de pânico como de alegria,  corri. De novo e sem paradas para a morte e entrei na igreja empurrando a maçaneta velha e gasta. Andei quase desmaiando e me joguei no altar.

         Minha respiração estava pesada, meus ossos doíam e acho que quebrei uma costela.

        - Você sobreviveu.  - Não era uma pergunta, era um fato, um fato triste para ela.  - Por que não se entrega e torna tudo mais fácil?

        Atrevi-me a olhar e encarar seus olhos frios e mortos. Por que não tinham alma. Ela era movida a dinheiro e ganancia.

     Sorri feliz, não daria essa satisfação de me ver triste.

     - Por que a alma que estão caçando deveria ser a sua, não a minha.

        Ela riu zombando da minha cara.

     - Você é minha, faço o que quiser com você.

     Me sentei  , rápido demais e caí sobre minha carcaça.

     - Não é minha dona.  É só a droga da minha mãe.





Ajuda ! Favorzinho

terça-feira, 16 de outubro de 2012




                    Gente eu queria fazer um pedido ! Eu queria montar um ebook com contos de terror entre blogueiros para comemorar o Halloween , mas ainda não consegui ninguém para fazer parte . Estou esperando minha amiga Ariadne dona do blog fragmentos sombrios a entrar em contato comigo. Ela faz contos fantásticos! E também entrei em contato com o Thiago  do blog papo gaudério que também ama contos de horror . Quem quiser fazer parte é só mandar seu conto de horror para esse Email kathy.kristine@gmail.com  com nome de autor dã e endereço do blog e o conto tem que ter um título .

               Era só isso .Queria fazer algo diferente esse ano e essa foi a unica ideia que tive que me pareceu realmente boa .  Obrigada pela atenção bjus







Vampirize Me! - Primeiro parte


          


                                    Parte 1



     

Mudei-me da Transilvânia para uma área de classe A de Beverly Hills. Uma Mudança enorme para mim tanto de lugar como de cultura. Mas o pior seria a escola e o Halloween. 

        Quando você mora na Transilvânia e se muda para outro lugar nessa época festiva,  todo mundo literalmente Cola em você.  Eu sabia disso,  sentia em cada área da minha pele ou talvez fosse sol demais.  Onde moro o sol parece ser mais forte por causa da maré e da praia. Praia!  da a para acreditar?  Praia.  Sou sensível ao sol por causa de ser albina.  Mais um motivo de ser manchete  de primeira pagina da escola.

          - Você vai para escola e ponto final.  - Meu pai disse.  Seus olhos estavam vermelhos por causa da falta de sono e o mordomo estava de pé com sua pele cinzelada e sua face carrancuda.

          Bati o pé com a injustiça.

         - Pra você é fácil Conde Drácula. Não vão chamar você de vampiro!    - gritei

          Meu pai olhou para o mordomo como se trocassem informações secretas,  algo muito injusto de se fazer quando você tem 16 anos e Não faz ideia do que eles estão " falando ".   O mordomo me carregou sobre seus ombros e me odiei por ter posto uma saia no lugar de calças,  agora nossos novos vizinhos veriam meu traseiro e teriam estórias para contar para seus filhos e netos.
          Eles me veriam , apontariam o dedo e diriam " Está vendo aquela garota ali ?  Todo mundo viu o traseiro dela "   Jerome me jogou no banco traseiro e deu uma piscada para zoar da minha cara e tomou seu lugar ligando o carro. 

        - Seu bosta.  - disse num sussurro.

        Se alguém viu meu traseiro e abrisse a boca desejaria que ele tivesse pesadelos com traseiros de todos os tamanhos e formatos do qual o meu seria o líder e daríamos bundadas na cara dele Até eles aprenderem a não olhar para o traseiros de moças indefesas.

       - Eu ouvi.  - Jerome disse num sorriso.  Era difícil ficar brava com ele  quando ele faz tanta questão de ser legal.

       Eu sorri envergonhada enquanto passava a mão pelos meus cabelos descoloridos naturalmente.

      - Não seja cuzão! Vão apontar o dedo e me chamar de vampira!
   
     - Se chegarem a isso mando meus amigos atrás deles.  - Ele não estava brincando e não gostaria disso.  Gostava de ter meu traseiro a salvo.  Jerome não era tão velho,  tinha a idade de meu pai e tinha um filho bem gatinho .

      - Seu filho vai estar lá?

       Jerome sorriu aparentemente gostando da pergunta. Ele sempre dizia que Adrian perguntava por mim e sempre pulava de alegria quando ouvia isso.  Meu coração pulava só de pensar naquele sorriso, aquele cabelo castanho,  aqueles olhos azuis gelo... Até minhas pernas viravam gelatinas.

       - Ele quis chegar lá primeiro, foi de moto.

         Quase tomei o lugar de Jerome para pisar no acelerador para chegar mais rápido na escola.  Adrian  Macfarlane  está lá. Lindo de moto,  todo sexy com um monte de piranhas!

      - O que tá esperando Adr... a escola nos espera!

       Jerome gargalhou e quase bateu o carro. Não que eu ligasse muito para isso,  estava tão feliz que nada ia estragar meu dia.  Eu,  Adrian na escola!

       Chegamos lá depois de uma eternidade e todos já estavam a espera.  Minha bílis subiu. Procurei Adrian, mas tinha tanta gente que não dava para vê -lo.

       - Vão rir de mim. - disse quase chorando.  - Eu devia ter pintado o cabelo.

       Jerome levantou a sobrancelha em desaprovação.

        - Se rirem,  são todos tolos. E seu cabelo é lindo, essa cor é perfeita para você.

        Ele era um doce,  mas um grande mentiroso. Percebi isso quando olhei a multidão encarando a BMW negra,  vendo a garota albina no banco de trás com suas roupas negras.

       O mordomo saiu e abriu a porta para mim.

      - Tenha um ótimo dia Albhyna Price.    - Isso mesmo, meu nome é Albhyna , um nome literalmente feito para mim. Nascido para mim.

        Saí do carro querendo saber onde Adrian estava para colar nele. Para que pudesse me proteger.  Minhas botas negras tocaram o chão e segui em linha reta Até chegar ao estacionamento procurando a moto enorme de Adrian. Todo o tempo aqueles olhares , aqueles olhares inquietos e que quase chegavam a me tocar.

      - Soube que ela veio da Transilvânia. - Ouvi alguém sussurrar. 

     - Ela é muito branca.  - ouvi outra pessoa dizer. - Olha só que palmito.  - Dessa vez um cara.

       Palmito?  Nunca tinham me chamado assim.  Pelo menos eu Não ia ter câncer de pele.
       Andei mais para frente desejando ser a garota infernal. Pronta para devorar um,  literalmente.

      Logo a frente debaixo de uma arvore estava a moto negra enorme com o desenho de uma caveira de Adrian. Mas nenhum sinal dele.

        Uma garota loira demais,  aparentemente falsa e cheia de brilho labial chegou Até mim com um sorriso maldoso estampado na cara. 

        - Hey você!  A branquela da Transilvânia.!  - Ela gritou chamando mais atenção para mim. Ela chegou bem perto e sussurrou,  não que importasse no momento.
        - Você é mesmo uma vampira?   

          Antes que eu pudesse dar uma resposta à altura alguém me puxou pelo braço e me puxou para a sombra.

       - Você Não pode ficar tanto tempo no sol Albhy. - Adrian disse num sussurro, mas a vadia ouviu por que no mesmo estante ela gritou.
  
      - Vampira!!!! - E a próxima coisa que ouvi foi um ' Porra ' que Adrian gritou.






Encontro com o Slender Man - parte 1





                                             Parte 1





Passagem do diario de Mathew Davis





       15 /10 / 2011

           Meu nome é Mathew Davis e vou contar o que andou acontecendo comigo..acho que vou enlouquecer e quero deixar registrado o que aconteceu na esperança que alguém acredite em mim. Que me ajude....

          Nunca liguei uma merda pra estórias locais e sempre achei isso um cu do povo. Sério.  Teve um tempo em que o povo jurava de pé junto e com a mão na bíblia que viram um ET, lobisomem e a porra que vier a cabeça. Eu podia dizer a alguém que a cabeça da minha namorada se desprendeu do corpo e virou uma cabeça demoníaca flutuante que todos iam se borrar de medo de que o mesmo acontecesse com um de seus conhecidos.

            Que seja! 

          Eu estava a caminho da casa do meu pai.  O general Paul Davis. O cara que nem o diabo desejaria passar o dia, mas como havia terminado a faculdade de pits e não tinha um lugar para ficar por falta de grana e obviamente de emprego,  não tive outra escolha a não ser me encostar as custas dos meus coroas.
         Tinha que seguir as regras do Sr. Davis a risca por que ser filho de general era tão divertido quanto um chute nas bolas.   O dia não estava lá essas coisas.  O tempo estava nublado, frio e com trovoadas ao longe nas montanhas.  A casa era meio isolada, mas graças a isso nunca havia sido assaltada ou sido invadida por vândalos. Claro que eu desconfiava que isso tivesse haver com a habilidade do meu pai com armas do que pela localização da casa.

          O tempo inteiro que dirigi até meu lar -doce -lar tive a mera sensação de estar sendo seguido e observado. Os pelos da minha nuca estavam arrepiados constantemente e um arrepio dos infernos invadia minha espinha a ponto de me fazer estremecer. Mas não dei importância,  por que talvez isso tivesse a ver com a emoção de estar voltando para os braços do meu pai. 

       Já deu para perceber o cara incrível que meu pai é,  não?!  Acho que tenho algum tipo de trauma no meu subconsciente  ou algo do tipo,  mas o velho é legal, tem bom coração.  Ele só não faz questão de mostrar isso com frequência.

         Subi o morro e parei num pequeno celeiro vermelho onde meu irmão mais velho deixava o trator. Ethan também era um pé no traseiro, mas era mais descontraído e conseguia sorrir,  isso já era alguma coisa na família.  Ele era o cara que não nos deixava comer num silêncio mortal e constrangedor. Posso dizer que tinha virado fã de meu irmão embora ele só fosse quatro anos mais velho.
  
            Estacionei o carro em frente ao celeiro e entrei.  A atmosfera estava densa,  pesada e fria, uma promessa de algo horrível que estava prestes a acontecer. O celeiro estava vazio. Havia uns facões,  inchadas e outros matérias que a família usava,  algo realmente horrível de se ver quando você está morrendo de medo.

             - Ethan?  Pai? !!!!  - gritei.

        Algo estava errado.  Era estranho... Mas sentia que algo não se encaixava. Que tinha algo ruim ali comigo. Espreitando em algum canto escuro como uma cobra pronta para dar bote. Não sei de onde tirei certas palavras,  talvez tivesse inspirado ou fosse o calor do momento,  como se minhas palavras tornassem a coisa mais real.  Que desse poder a ela.

        Meu coração saltava do peito e meu sangue corria tão rápido  por minhas veias que pensei que logo estouraria e veria minha morte em meu próprio sangue.

       A porta dos fundos se fechou em minha frente e o arrepio estava ali novamente em minha nuca. Eu queria xingar,  chutar as coisas e ver meu pai aparecer na minha frente e dizer algo como - ' Eu mando você para escola comum e você volta revoltadinho? !  Uns dias no campo de treinamento e você vira um homem de verdade ' - Qualquer merda que meu pai dissesse agora ia me fazer querer beijar a careca do véio. Qualquer coisa era melhor que sentir aquilo.

          - Ethan?  - gritei novamente e tive um deslumbre de alguém usando terno negro e uma cabeça careca. Mas não era meu pai.  Ele não usaria nada mais que não fosse camuflado,  qualquer roupa que não o deixasse confortável para um confronto estava fora de seu guarda roupa.

          Ouvi sons de palha sendo esmagados atrás de mim e quase soltei meu almoço quando uma mão grande e pesada pousou em meu ombro e uma voz calma e forte chegou aos meus ouvidos.

           - Você viu a morte, Matt?  

     Não deu tempo de responder. Antes que ele terminasse a frase eu estava no chão e tudo havia se apagado.