A Ceifadora - 2 capitulo

quinta-feira, 1 de março de 2012


  Ele entrou no quarto e me jogou na cama. Fiquei ultrajada pelo modo que estava sendo tratada e ele não tinha direito nenhum de me tratar assim.

- Você deve ter algum tipo de disturbio! Falei, mas ele não ligava a minima.

- Provavelmente. Eu morri antes de saber. Ele respondeu.

Eu ri, mas não era sincero e sim, um riso de frustração. E em apenas um segundo... enterrei minha cabeça debaixo dos travesseiros e chorei como uma criança. Meu ar faltava, tive uma crise de tosse e minha cabeça parecia que ia explodir, mas nada importava. Não mais.

A mão dele parou em meu ombro, para me consolar. Mas - Deus do céu!!!! - não era isso que ele queria.

- Você não precisa ser tão infantil!

Levantei minha cabeça rápidamente não dando a minima para o ninho de rato que estava o meu cabelo.

- Infantil?! Infantil?!!!! - Peguei uns dos travesseiros e joguei na cara dele. - Eu acordo nessa merda. FUI JOGADA de cabeça na rocha por um de seus colegas e sou infantil?! Meu namorado está lá! Minha familia! Todos que amo! E sou infantil por chorar? Seu babaca, metido a macho! -Gritei

- Aposto que Mike, nunca disse isso para Miah! Gritei apontando um dedo acusador em sua cara antes de esconder minha cabeça novamente.

Várias imagens encheram minha cabeça. Imagens de meus amigos, minha mãe brigando comigo por sair escondido. E o dia que conheci Johnny, o doce e perfeito Johnny.

Aquele dia eu estava correndo quando um idiota pois o pé na frente me fazendo cair. Johnny brigou com o idiota e me carregou por toda a escola em seus braços, ele tinha acabado de mudar. Seus pais eram religiosos e mantinham ele na linha, nunca ouvi de seus lábios um palavrão se quer e nunca o vi desrespeitar alguém.

Me apaixonei desde aquele dia e por 3 anos me contentei em ser apenas amiga... e finalmente quando estamos juntos, morro. Me arrependo de simplesmente não ter me atirado para cima dele ou de não tê -lo seduzido. Nós poderiamos ter vivido 3 anos de beijos e não, uns minutos.

- Eu quero minha mãe! Chorei - Eu quero.... o Johnny!

Não sei quanto tempo chorei, mas tinha sido o bastante para fazer o cara sair do quarto e me deixar sozinha. Não demorou muito para sons de coisas se quebrando e batendo contra a parede começasse, fiquei com medo e isso fez minha tristeza desaparecer ... por enquanto.

Gritos e maldições vinham do outro quarto , enquanto mais e mais sons do quebra - quebra vinha. Levou apenas uns minutos e eu tinha certeza que ele havia quebrado tudo o que tinha visto pela frente e rezei para que estivesse satisfeito para não quebrar a casa toda, ou a mim.

Felizmente os barulhos pararam. Minha cabeça ainda doía e decidi dormir, por que sempre me senti melhor depois de uma boa noite de sono.
Me ajeitei na cama dormindo com a barriga virada para o colchão e recolhi meu cabelo para lado em que minha cabeça estava apoiada no travesseiro, deixando meu pescoço livre.

Estava frio e duro. Tinha algo frio e duro grudado em mim fazendo peso sobre minhas costas. Me movi um pouco e gemi num pequeno suspiro tentando mover aquilo, não deu certo. Ao invés de sair, o braço me rodeou mais forte e alguém respirava em meu pescoço. Era frio, como se alguém segurasse uma coca - cola recem tirada do frezzer em meu pescoço e isso me causou calafrios.

- Muito apertado. Sussurrei. E o aperto se afrouxou.

- Me desculpe, Any. Uma voz masculina familiar disse.

Meu coração foi a mil. Virei meu corpo e fiquei cara a cara com .....Johnny.

Estava a ponto de gritar seu nome, mas seus lábios estavam sobre os meus e suas mãos foram de encontro ao meu pescoço e cintura, antes que pudesse mesmo de perguntar o que estava acontecendo. Nossas linguas se entrelaçaram e exploraram cada sentimetro de nossas bocas, minha mão para debaixo de sua camisa, alisando suavemente seu abdomem. Minha outra mão estava em suas costas fazendo o mesmo movimento, ele gemeu baixinho e mordiscou meus lábios e a ponta de minha orelha e aquela sensação gelada passou por mim.

Johnny se deitou sobre mim e abriu minhas pernas com seu joelho e acomodou seu corpo entre elas. E foi nessa hora que percebi que tinha algo errado.... não era só seu hálito que estava frio , lingua e seu corpo também.... e seu halito.... não era de hortelã. Como tinha sido por 3 anos.

Tentei quebrar o beijo, mas ele me devorava com seus lábios não me dando oportunidade de saír.

Ele se afastou um pouco para abrir seu zíper.... e foi nesse instante que eu o cerquei com minhas pernas e virei sobre seu corpo deixando o meu por cima.

- Algum problema, Any?! O Johnny disse.

Meus olhos se encheram de lágrimas e meu coração virou uma ameixa seca. Não podia acreditar que isso estava realmente acontecendo.

- desculpe... é só que... você não é o Johnny.

Uma névoa negra se formou embaixo de mim e contive um grito, depois que ela foi desaparecendo pude ver quem era o Johnny falso. Era o garoto loiro. E ele não estava vestido como minutos atrás , ele estava nu e o seu.... embaixo de mim.

- O que me denunciou?! Minhas carícias? Meus beijos? O peso do meu corpo que você alegou ser pesado demais para estar sobre o seu? Ele perguntou em um tom zombeteiro e mostrando satisfeito com sua brincadeira sem graça.

Espantei minhas lágrimas e respondi com furia.

- Seu corpo sem calor. O de Johnny é quente e os beijos dele tem gosto de hortelã. O seu não tem gosto de nada. Falei enquanto saía de cima dele e virava minhas costas para ele por vários motivos. 1 - Eu estava zangada com toda a razão e não queria ver a cara dele. 2 - Ele estava "nuzão". 3 - Eu infelizmente achei o corpo dele atraente, mas não ia dar o braço a torcer. 4 - Se fizesse isso, ele ficaria SE achando. 5 / mais importante - Eu o odeio.

- Você gostou. - ele disse - Se não você não teria me acariciado .... mesmo com o corpo frio e sem droga de halito de hortelã.

Me irritei mais ainda por que no fundo ele tinha UM POUCO de razão. Só um pouco!!!

- Eu gostei. - Admiti - Mas por que não importava. Mesmo se estivesse nu em cima de mim rasgando minhas roupas, eu não ligaria... desde que fosse ele e não uma ilusão tosca. Não ligaria se você tentasse me dar uns amassos.... mas não posso perdoar você usar meus sentimentos que tenho por alguém. Usar a imagem de alguém ... que você nunca vai ser.

Ele pensou um pouco e tive a mera impressão novamente que ele iria pedir desculpas, mas não o fez.

- Você tem um péssimo gosto para homens. Ele respondeu.

- E você é um sem vergonha! Tenta me seduzir , sem mesmo dizer o seu nome! Falei passando a mão no rosto. As lágrimas já haviam secado.

Ele sorriu e ofereceu a mão para me cumprimentar.

-Sebastian La 'Muerte. Seu senhor.

Balancei minha mão sem dizer meu nome por que ele já sabia.

- Nunca mais me chame de Any. - Avisei .

Pois somente uma única pessoa me chamava assim e continuaria sendo o apelido que somente ele diria. Meu Pai.

- Também não gosto de apelidos. Quando era pequeno e Mike me irritava, ele me chamava de Seba. Ele disse num tom irônico.

Era bom saber. Pois se ele me irritasse o chamaria de Seba até deixá -lo mais louco do que ele aparenta ser.

- Tenha uma péssima noite Seba. .. ou seja lá o que for.

Ele fungou e com toda a maldita voz, que se tornou aveludada e odiosamente sexy ele sussurrou no meu ouvido.

- Eu estou morto e até onde sei... faz umas boas décadas que não durmo. Sabe por que ANY?! por que mortos não dormem.

Ele virou seu corpo, mas não antes de me dar um tapa no traseiro. E seriamente pensei em matá -lo enquanto ele.... desculpe esqueci que não posso fazer isso enquanto ele dorme, por que ele não dorme e não daria para matar um homem que já esta morto. Uma pena isso. Realmente uma pena.

- E como não dormimos, você vai ter que me engolir....e - Boa noite Seba sei que sou a única pessoa que você, INFELIZMENTE tem para conversar, mas estou indisposta e já que não posso dormir ou me livrar de você. Ficarei feliz de estar de olhos fechados e não ter que olhar para a sua beleza e nem mesmo ouvir sua voz - falei lembrando de não chorar ou gritar para não demonstrar a minha infantilidade. Sou uma pessoa muito insuportavel quando quero ser.

- Espero que o senhor La 'Muerte tenha achado minhas palavras definidamente NÃO infantis e as tenha apreciado, pois de outro modo... ou da próxima vez não sei se conseguirei não estapear seu rosto.


Eu achei que tinha ganhado essa, mas ele tinha uma idéia diferente. Ele começou a cantar musicas francesas. Quase num sussurro, num sotaque perfeito sem nenhuma falha na minha opinião e aquela voz... sexy - desculpem, mas ele tem - começou a me levar para outro mundo. Um mundo onde só meus sonhos podiam me levar. Talvez... Os mortos pudessem dormir afinal ou apenas sonhar. E o dia não foi totalmente perdido... encontrei uma amiga - medrosa - mas parecia ser legal e encontrei algo " uma coisa " que fazia Sebastian ser realmente atraente fora a cara linda e o seu cabelo legal. Ele embora, imbecil, idiota e insensivel! Ele tinha a voz mais linda que já tinha ouvido na vida e tinha que dizer que ele canta igual a um anjo, não que eu já tenha ouvido um, mas se tivesse seria parecido com essa.

- Isso é bom. sussurei meio drogada. Eu estava morrendo.. ou morta de sono quer dizer e ainda sim queria ouvir mais.

- Você não ouviu as italianas ainda.

Não saberia dizer como .... tinha certeza absoluta que ele estava sorrindo, masmo estando de costas para ele. E como mágica meu corpo relaxou e entrei em uma espécie de transe, uma névoa morna me rodeou e eu não estava mais alí, eu estava num jardim e uma voz cantava num fluente italiano. Meu corpo flutuava pela grama até ele se perder numa espécie de vinhedo. E percebi que Sebastian é realmente muito bom... para fazer alguém sonhar.
      





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