Meu Vizinho Lobo - 17 Capitulo

quinta-feira, 26 de novembro de 2015
                     17 Capítulo:
                                                                                    
               

    Daia mal podia acreditar que havia passado horas, HORAS naquele maldito consultório escuro do inferno só para Lucas dizer que não havia nada de incomum em seu corpo, ou seja, ela era aparentemente humana.

— Mais que porra Lucas! Tudo isso para me dizer algo que eu já sei?! — Daia bufou frustrada e já estava se levantando de sua mesa, quando Lucas e sua paciência santa se levantou e falou calmamente.


— Você não teve nenhum motivo para seu DNA mudar. Não sofreu traumas, não correu riscos e nem precisou se defender. Uma casta de sangue, pelo menos a nova versão dessa raça só muda o que é ,quando seu instinto de sobrevivência é ativado. Como no caso de sua prima. — Lucas a encarou de cima a baixo e um sorriso ameaçava sair do seu rosto.

— O máximo de risco que você correu foi dar uma faxina naquele seu apartamentinho.

  E pronto. Lá estava Lucas pronto para estragar o resto da noite.

— aff . Tenho que dar uma volta, minha prima quer sair hoje.

Lucas meneou com a cabeça e começou a falar.

— Teve reunião hoje, a imprensa queria fazer umas perguntas a Lucius.

Ela se sentiu meio ultrajada de não ter sido avisada. Ela podia ter ajudado sua prima a escapar de uns abutres...mas se ela pensasse bem, era mais capaz dela dar umas porradas em alguns e causar um alvoroço. No final havia sido melhor assim. Daia mexeu sua mão impacientemente.

— E já terminou isso?

— Provavelmente. Não participamos por que Lucius achou melhor não dar nas vistas que havia mais um parente de Mila aqui.

— E por causa de um Dragão metido e arrogante.

Com isso Daia saiu e desceu as escadas indo para o salão principal, onde agora os homens de Lucius e empregados contratados estavam arrumando depois de receber tantas visitas. Com o assunto resolvido Daia subiu novamente e foi direto para o quarto de sua prima vestindo as roupas que ela havia encontrado socado em sua mala. Quando entrou Mila estava trocando de roupa e Lucius provavelmente estava no banho.

— Vamos sair ou vai fazer outra coisa?

Mila olhou para ela com um olhar meio bêbado e respondeu.

— Vamos sair sua linda.

Daia encontrou a garrafa na beira da cama pela metade e tomou o resto de uma só vez. Ela não teria coragem de dizer que estava normal, uma vez que ela tinha esperanças de seu DNA se modificar e ela ficar um pouco mais “legal”.

— Por que não está tomando banho com Lucius? — Daia perguntou com um sorriso malicioso. Ela queria perguntar se eles... bem. Tinha que ter uma diferença de humanos comuns, certo? Fora que isso também era um interesse pessoal. Ela havia visto Lucas do jeito que havia vindo ao mundo, mas somente isso.
Mila sorriu e se sentou na cama para colocar suas botas longas e pretas sobre sua calça jeans escura.

— Por que se eu entrar naquele banheiro com Lucius, é provável que eu não queira sair de lá tão cedo e estou meio bêbada. Ele teria que ficar me olhando para não escorregar. — E finalizou com uma gargalhada.

Mila encarou o banheiro e deu um último sorriso e fez a imaginação de Daia correr, mas não do modo pervertido.

— Ele ouve? — Daia perguntou e Mila afirmou com a cabeça. — E você o ouve? — Mila afirmou novamente e riu.

— Podia ter me avisado antes que eu tivesse feito as perguntas intimas! — Disse dando um tapinha em Mila.

— Lucius é sincero até demais as vezes. Se você perguntar na frente dele, ele fara questão de responder de um jeito meio descarado e obvio. Sexy.

— Ainda bem que não perguntei do tamanho.

As duas gargalharam e Daia não pode conter em tocar num certo assunto.

— O do Lucas é bem gr... — Mas antes que ela terminasse Lucas entrou no quarto com uma roupa diferente e o assunto morreu ali. Ele não estava de jaleco branco como antes e nem roupas próprias de médico. Ele estava de calça jeans rasgadas, camisa branca e uma jaqueta que dizia “Sou gostoso” e estava mesmo sem dúvida. Uma pena estar de óculos escuros....

Daia encarou Mila e ela mal podia conter o riso e Daia a encarou.

— Oi querido. — Disse ela à Lucas e ele todo gentil respondeu.

— Olá, parecem estar se divertindo.

Ela não podia ver seu rosto, mais sabia que estava vermelho como um tomate.

— Bem... Depois de tudo que aconteceu lá embaixo hoje, esse é um luxo que não vou abrir mão hoje.

Lucas se aproximou dela e acariciou sua cabeça com suas mãos grandes como se ela se dissesse que ela havia sido uma boa menina.

— Eu ouvi tudo. Sinto muito.

E Daia o encarou surpresa com aquele “ouvi tudo”. Pelo que parecia... Todas as criaturas sobrenaturais tinham uma audição fora de série. Ela queria enfiar sua cabeça na areia, pois sem dúvida Lucas podia muito bem ter escutado a conversa sobre suas partes grandes já que ele havia escutado tudo que havia passado com a imprensa.
     Não demorou muito para Lucius sair do banheiro todo vestido e arrumado como se estivesse pronto para fazer negócios. E sim. Ele é incrivelmente bonito, mas nada que me fizesse perder a cabeça. Agora Lucas.... As vezes tinha vontade de mata-lo, mas acho que isso contava como sentimento de perder a cabeça por um homem.

— Aonde vamos? — Perguntou Lucas. E Lucius foi quem respondeu.

— Tem um parque de diversões não muito longe. Eles ficam abertos até as quatro da manhã. Por que os empregados são vampiros.

— Vampiros? — Daia perguntou.

— Vampiros também trabalham, mas como só podem a noite... — Lucas respondeu. 
— É por isso que estou indo. Qualquer problema, sou uma bela distração.

Daia sorriu imaginando Lucas pelado novamente.

Seria uma bela distração sem dúvida.

E sem mais delongas, eles desceram e entraram no carro de Lucius. A viagem foi curta e Mila agradeceu por isso. Sua cabeça doía levemente e queria aproveitar o resto da noite e se dar ao luxo de se sentir normal e feliz, sem toda aquela caçada para pegá-la e tentar matá-la em nome de Deus.

    A primeira coisa que se destacava era a roda gigante e a montanha russa, seus olhos brilhavam imaginando a sensação de estar em alta velocidade e se esquecer do mundo a fora. Mila se virou para seus garotos como se fosse natal.

— Podemos ir na montanha russa, por favor? — Ela pediu com educação e eles riram.

— Como quiser. — Lucius respondeu e de acordo que se encaminhavam para a montanha russa vários vampiros apareciam, homens, mulheres e crianças vampiros. Tinha alguns lobos também, Mila podia reconhece-los pois quando Lucius passava eles inclinavam levemente a cabeça e a abaixavam em modo de respeito.
   Quando estavam chegando em frente, um rapaz em tom afeminado falava com um amigo em sussurros.

— Nossa, onde encontro um desses? — Disse se referindo aos rapazes e Mila olhou rapidamente.

— Menina, olha o olho daquele ali. — Indicando Lucius com o olhar. Mila riu e Lucius fingindo não ouvir nada continuou seguindo em frente lentamente por causa do passo lento de sua companheira. Sem pensar muito, Mila deu lhe um tapa certeiro no traseiro e disse um sonoro.

— ô lá em casa. — E riu. Não por que parecia engraçado, mas pela cara de surpreso de Lucius, ele realmente parecia que não sabia como agir naquela situação.

   Para tentar entrar na brincadeira, Daia também quis participar.

— Eu gostei do alto loiro, qual o seu poder? Deve ser tipo o cara do x-men de óculos escuros e tal.

 Lucas sorriu educadamente da piadinha.

— Aposto que você quer descobrir.

  Mila gargalhava por dentro enquanto sua prima ficava vermelha, Ela podia ouvir o coração de sua prima batendo mais rápido com o comentário e ela se perguntou se podia dar uma força para aqueles dois. Pensando num plano malévolo do amor, Mila passou sua mão no braço de Lucius subindo delicadamente e disse em tom de flerte.

— Eu quero com certeza. Pode me mostrar seu poder?

  Os olhos de Lucius brilharam em resposta.

— Não tem medo do lobo mal. — Disse aproximando seu rosto do dela e Mila pode sentir sua respiração quente em seu rosto.

— Você me parece um lobo bom...muito bom na verdade. — Mila engoliu em seco e se auto lembrou que ficava excitada muito rápido na presença dele.

  Lucas tossiu levemente para nos lembrar que ainda estavam ali, então Mila agarrou o braço de Lucius e disse a sua prima.

— Vai, engancha ai no boy magia se não vão levar de você.

Daia foi meio sem jeito, mas Lucas não recusou a oferta. Antes de segurem seu caminho ela ouviu novamente o rapaz.

— Garota sortuda e corajosa, adoreeiii!!!!!!!

  Quando entraram e se acomodaram em seus lugares Mila começou a gargalhar.

— Você é doida ! — Disse sua prima. — Nossa senhora.

Mila a olhou rapidamente.

— Vocês gostaram admitam.

Lucius agarrou a mão de Mila e deu um beijo rapidamente antes do brinquedo começar a andar e eles começarem a gritar.

  A noite passou rapidamente e em todo momento eles riram e Mila tentava fazer com que sua prima conversasse mais com Lucas. O único momento em que Mila não sorriu foi quando lembrou que estava faminta. Tipo, quase morrendo de fome.

 Ela não precisou avisar Lucius, o ronco estressado de seu estomago o fez.

—  Talvez eu te de um porco para isso passar. — Disse beliscando seu estomago e Mila gritou.

— Bacon!!!!

E foram comer alguma coisa.

Na lanchonete os vampiros trabalhavam rapidamente e sem reclamar, embora dificilmente haveria uma maquina mais rápida que os vampiros. Mila olhou cada movimento deles e prestou atenção em cada gesto, até parecer que no lugar de super velocidade, eles estivessem em câmera lenta.

— Bem melhor agora. — disse para si mesma. E sentiu se segura quando Lucius a abraçou e sussurrou em seu ouvido.

— Você aprende rápido.

   Ela podia se sentir feliz, mas sua prima parecia um pouco desapontada. Talvez o resultado do exame não fosse o que ela esperava. Infelizmente, Mila sabia que se fosse acontecer, ia ser quando você menos espera. Nem mesmo ela entendia. As vezes você está lá com seu namorado lobo dando uns amassos quando chega uma lobisomem nervosa e te chama para a briga. Pensou ela. Ai você vira um negocio que nunca tinha sido antes e não sabe por que isso aconteceu. Ela não queria pensar muito realmente, mas pensava que seria melhor para sua prima se ela não fosse como ela. Vai que alguém quer libertá-la do mal que NÂO existe dentro dela.

     Tudo parecia tão calmo e tranquilo até passar um zumbido forte raspando em seu ouvido e Lucas cair para trás junto com um dos vampiros.

— Nada de direito humanos para vocês, aberrações ! — Um adolescente gritou. E depois outro se juntou a ele, e depois outro, outro. Maioria homens e com toda a certeza, homens bravos por que perderam suas mulheres para algumas daquelas criaturas.

Falando abertamente. Quem não escolheria eles?

— Lucas se levantou rapidamente e Mila o encarou vendo seus óculos lutando bravamente para esconder todo o brilho de raiva de seus olhos.

— Você está bem Lucas? — Perguntou ela se encaminhando para ele e para tentar ajudar o vampiro que tinha entregado sua comida.

— Espero que vocês se curem rápido como nos filmes.
Mas o vampiro parecia mais louco da vida do que Lucas.

Lucius se levantou e pegou Mila pelo braço.

— Melhor irmos antes que tenha algum... acidente. — Ele olhou para o vampiro e ouve alguma troca de informações só com os olhos e quando Lucius a encarou ela sacou. Eles queriam que eles revidassem. Eles queriam uma luta.

    Eles estavam indo embora quando outro zumbido passou perto de Mila e acertou sua nuca em cheio. Uma pedra do tamanho de um punho.

— Vocês vadias nos trocam por essas aberrações!
Sem eles nem piscar, nem pensar. Mila já estava segurando o garoto de ponta cabeça e olhando acusadoramente aos outros.

— Sim. Trocamos. Quem quer um merdinha que joga pedras nos outros. Com certeza trocaria de novo sem piscar.
Lucius e Lucas tentaram acalmar Mila mas ela queria dar uma surra no sujeito.

— Bate nele logo! — Sua prima gritou. — Eu ajudo.

— Suas vadias. — Ele reclamou.

E então Mila soltou o rapaz com tudo no chão. Não porque ela simplesmente ia embora. Não por que era covarde. Era por que Lucius parecia com raiva, muita raiva. Raiva o bastante para seus olhos mudarem da cor brilhante usual para uma cor vermelho sangue florescente e se encaminhar em sua direção calmamente sem pressa alguma. Ela não tinha medo dele, mas seu corpo não estava obedecendo seus pensamentos. Cada grama do corpo dela estava em alerta, mas não por que se sentia em risco, mas por que TODOS estavam em risco.

 Os rebeldes encararam ele sem se mover, sem fazer um ruído se quer. Ela podia sentir seus corpos tremendo. Sentir seus corações quase pulando para fora do corpo.

  Lucius encarou cada um deles.

— Você machucou minha humana por algum motivo banal? — Disse ele, mas não parecia que ele queria uma resposta. A boca do rapaz abriu, mas não emitiu nenhum som.

  Os olhos de Mila arregalaram ligeiramente em alerta.

— Estou bem. — Disse rapidamente. — Vamos apenas ir.

— Ir? — Repetiu ele. — Desde quando alguém ataca o outro sem motivos e a pessoa apenas tem que ir?

  Vampiros se aproximavam para ver a cena. Vários deles e outras criaturas que tinham cheiros diferentes e Mila não conseguia saber o que eram.

— Devia ter uma nova lei. Que tal? — Disse ele. Se alguém machuca os nossos sem motivos. Devemos revidar não é mesmo?! Como se fossemos crianças na pré-escola. Se meu coleguinha bate, batemos de volta?

  Os humanos não gostaram dessa ideia, mas as criaturas sobrenaturais... amar era pouco para explicar a reação deles.

— Me desculpe. — Disse por fim o rapaz . — Eu não pensei... — Disse se retirando e Lucius se enfiou no meio dos humanos e ergueu Mila sobre seus ombros.

— Podem dizer aos outros dos seus se quiserem, vamos adorar ter um motivo para varrer a terra.

E com isso a noite feliz tinha acabado e Mila tinha que arranjar um jeito de acalmar o lobo mal, que realmente estava mal esta noite.





               
                               

2 comentários :

  1. Kkk adorei,passei o capitulo todo rindo rsrs

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  2. Muito legal top cada vez que leio um novo capitulo me surpreendo queria ter vivido nessa epoca e excitante

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