A Maldição dos Wolf - 8º Capítulo

terça-feira, 21 de maio de 2013




  Naquele momento eu já não me sentia uma besta, mas também... não me sentia um humano. Eu era calor, um calor desenfreado. Um louco, pronto para cair num poço sem fim para acabar entre as chamas, e isso não me incomodava. 
    Lábios macios, delicados e quentes em minha boca, as mãos gentis serpenteando em meu cabelo. Simples atos que podiam fazer qualquer um querer morrer de felicidade. Destiny podia querer me matar quando acordasse do transe alcoólico e eu ficaria feliz mesmo assim.
Aquele momento ficaria marcado em minha mente e no meu corpo como uma marca feita em brasas. Andei com tantas mulheres em minha vida, mas tudo acabava no vazio, apenas um prazer momentâneo no calor carnal. Sempre eu que conduzia os corpos, os fazia dançar de acordo com a musica, os fazia se contorcer abaixo do meu corpo pelo meu ritmo, mas dessa vez era diferente.... especial. Destiny me dominava, ela mexia minhas cordas e eu a obedecia como uma marionete .
     Força irradiava daquela mulher e seu corpo demonstrava gentileza, delicadeza. Deus era mesmo misterioso , só mesmo ele podia dotar uma pessoa com tais qualidades.
    Meu corpo estava chegando no limite e tive que me controlar para não fazer suas roupas aos pedaços e possui-la no chão frio da sala de jantar. Me afastei dela mesmo não conseguindo levantar, pois seu corpo estava sob o meu.
- É melhor pararmos... não quero que se arrependa depois. – Disse o mais controladamente possível, mais o ato me fez querer me rasgar ao meio.
   Ela pareceu não entender e depois disse com inocência.
- Mas esta tão frio e você esta quente... – disse parando para pensar um pouco – Ou eu estou fria...
   Eu podia gargalhar com isso. A ultima coisa que ela podia estar era fria.
  - Vou te colocar na cama, venha. – Disse carregando-a em meus braços e a levando ao meu quarto. Eu poderia tê-la colocado num dos quartos de hospedes , mas a ideia não me agradava, gostava de vê-la em minha cama embora não estivesse acostumado a ter companhia.
Olhei para seu rosto e vi que ela estava me encarando.
- Você tem um cheiro bom... – Ela disse e minha calça começou a incomodar. Era difícil se controlar quando tem uma mulher  dessas por perto.
- Por favor... não faça isso...Não quero fazer nada que te faça me odiar depois.
   Olhei para ela novamente e ela tinha um pequeno sorriso ameaçando sair pelo canto de seus lábios e quis captura-lo com os meus.
- Está frio... – disse se mexendo e chegando mais perto. Tentei agarra-la com mais força para mantê-la no lugar , mas pareceu um incentivo para ela e percebi que ela não estava prestando atenção em nada do que eu tinha dito.    
- Você nem ao menos está me ouvin...- Antes que eu pudesse terminar seus lábios estavam nos meus, suas mãos agarrando meu pescoço e num impulso esqueci do que eu era, onde estávamos e fechei a porta do quarto atrás de mim com Destiny ainda em meus braços.
                                                                *******
   Dimitri parecia feliz. Eu estava transbordando de felicidade e nem mesmo dava muita importância de deixar o vinho me levar, e tinha que me lembrar de tomar menos da próxima vez...
     Ele fechou a porta do quarto com um ponta pé só e me colocou em cima da cama desajeitadamente de costas para ele, enquanto ele lutava com milhares de botões pelo que parecia, que se localizava por toda minha coluna. Depois de desabotoar – pelas minhas contas 4 botões- ele não aguentou esperar e agarrou o colarinho e rasgou o vestido fazendo todos os botões voarem sobre nós como se fosse confete. Eu poderia ter rido com aquilo se não estivesse ocupada demais me focando em tirar roupas. Nunca tinha sentido tanta vontade de tirar minhas roupas na frente de alguém antes e pensei que simplesmente era por que nunca havia tomado nada para baixar minha guarda.
      Depois de acabar me deixando de roupas intimas ele me olhou de cima  a baixo como se eu fosse um doce ou um copo de água do meio do deserto e isso de certa forma de desconcertou . Ninguém nunca tinha me olhado assim, com desejo e com um brilho de adoração nos olhos. Quando eu olhava para os garotos da escola... tudo que eu podia sentir deles era vontade, vontade de uma noite só e mais nada, como se eu fosse um pedaço de carne ou algo parecido. Acho que foi por isso que nunca fiquei – sexualmente falando-  com alguém.
 Talvez eu tivesse que contar a ele que eu sou virgem... mas não sabia exatamente como dizer e não me importava. Afinal, depois de uma maldição, virgindade não é nada demais, certo?
       Ele me virou abruptamente para ele e vi que seus olhos estavam brilhando no escuro, num tom avermelhado brilhante como se estivesse em brasas. Não fiquei com medo, na verdade achei divertido e pensei que aquilo tinha haver com ele estar excitado ou algo parecido. Eu sorri para ele e o beijei novamente, dessa vez com mais desejo, mais segurança e ousei desabotoar os botões de sua camisa e a braguilha de suas calças. Fiquei surpresa em descobrir que Dimitri não usava cueca e dei de cara com sua ereção. Não tinha visto nenhum pessoalmente falando, mas pelo que eu vi Dimitri poderia ter sido considerado um homem MUITO bem dotado, com um membro longo, grosso com uma cabeça em forma de cogumelo. Ele não tinha muito pelo no peito somente uma camada fina e delicada, mas logo abaixo na junção de suas pernas para baixo dava para notar que ele tinha pelos grossos e coxas torneadas. Talvez ele fizesse trabalho físico antes de ser amaldiçoado...
 – Nossa... tenho vontade de morder você ! – Disse o mais sinceramente possível. Ele é um cara que qualquer mulher ficaria muito mais do que feliz de ter em sua frente. Dimitri não falou nada, apenas me beijou e mordiscou meu lábio soltando algo parecido com um grunhido e passou seu lábios para minha orelha, lambendo e mordiscando o lóbulo. Podia ser impressão minha, mas essa parte podia estar ligada diretamente com a região interior de minhas pernas ou talvez, mais que provável, que Dimitri que me causasse isso. Ele deixou um rastro de beijos pelo meu corpo passando pelo pescoço, depois meus seios, desceu pela barriga e recomeçou o processo de baixo para cima, subindo novamente para meus seios e desabotoando meu sutiã- confesso que fui eu que o abri, afinal, ele é das antigas e naquela época mulheres não usavam exatamente essas roupas. – Ele sugou um mamilo de um jeito febril, faminto e delirei com seus lábios quentes. Ele massageou meu outro seio e ele enrijeceu ao toque. Meu ar me faltava e tinha aquela vontade de suspirar e gemer baixinho, e foi exatamente o que fiz. Pareceu um incentivo para ele e acabou soltando um de meu seio para dar mais atenção ao que ele estava massageando. A cada toque dele menos vontade de ficar quieta eu tinha. Circulei minhas pernas em sua cintura ainda de calcinha e botas, ele esfregou sua ereção em mim.
    Vendo que minha calcinha... quer dizer- aquilo que poderia ser chamado de calcinha... como era o nome mesmo...ah, anágua , isso- ele rasgou com uma só mão como se fosse de papel. Dimitri era forte demais ou o pano já tinha passado da validade. Preferi pensar que ele era forte, era mais sexy!
   – Talvez eu te morda . – Ele disse com a voz entrecortada .
   – Talvez eu goste...
      Praticamente nua esperei para receber o que tanto ele estava pronto para oferecer. Estávamos prontos, mas de repente Dimitri estava olhando sobre minha cabeça e imaginei se teria uma aranha cabeluda sobre ela e delicadamente eu virei minha cabeça e olhei para cima. ... E gritei agarrando Dimitri, vendo algo translucido andar pela parede como se fosse parte dela, como um camaleão camuflado.
– Mais que porra...! – Gritei apontando para aquilo e Dimitri ainda com os olhos vermelhos e EVIDENTEMENTE excitado tratou de pegar os pedaços de roupa e por fim me deu sua camisa que ficou longa em meu corpo.
 Eu queria gritar e bater naquilo e correr para o lado de fora, mas Dimitri circulou minha cintura com seus braços e respirou fundo tentando se controlar. A essas alturas eu já não tinha nenhum traço de vinho em meu sistema e isso era ruim, muito ruim. Pois cheia de vinho eu só ligava em Dimitri estar sem roupas e agora, só ligo para a coisa da parede.
       E como se não bastasse as coisas que tinha visto nos últimos dias, Dimitri se acalmou e disse com toda a naturalidade o possível com sua mão estendida a nossa frente.
– Esse é meu irmão Alexander Wolf. Amaldiçoado e muito fodido.
  E pude jurar que aquela coisa havia sorrido para mim.
                                

4 comentários :

  1. Envolvente e sinistro...gostei..rs

    Estou aqui pela primeira vez e gostei do blog, estou seguindo e te convido a conhecer meu blog e se gostar segue também..acho que agente tem algumas coisas em comum...rs

    Beijos
    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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    1. rsrsr pois é. seguindo! obrigada pela visita ! bjus

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  2. Querida adorei seus textos. Você e muito criativa.
    Bjo
    ps. Escreva logo,estou ansiosa kkkkkkkk

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