A Ceifadora - 8 Capítulo

segunda-feira, 13 de agosto de 2012






Ficamos na biblioteca por mais alguns minutos até Sebastian levantar e pegar um livro grosso de capa negra.

 - Escrevi isso para lembrar o que aprendi e coloquei minha vida nele. - ele pausou e peguei o livro como se tivesse a ponto de por as mãos em seu coração. - Não deve mostrar isso a ninguém, do mesmo jeito que fiz e do mesmo jeito que Miah, provavelmente faz.

 Passei a mão delicadamente pela capa com palavras desconhecidas entalhadas nele.

 - O que está escrito? - perguntei olhando para ele com meus olhos ainda úmidos.

 Ele voltou a se sentar ao meu lado e olhou para o livro por um longo tempo, como se não tivesse certeza se me diria o que está escrito.

 - Está dizendo o que sou e o meu lugar.

 Abri e olhei a primeira pagina. Tinha uma data ...16/03/1403 e até um titulo : ' Como matar um morto '.

 - Como se mata um morto?! - perguntei desacreditada e interessada além da conta. Ele riu.

 - Vai ter que passar no ultimo de meus testes para aprender isso.... e é arriscado ensinar para você agora.

 - Tem medo de alguma coisa? - disse com insolencia.

 - Você seria a ultima que me daria medo.

 Dei uma olhada rápida nas outras páginas e todas tinham títulos bizarros.

 - Parece um diário. Diários de um Ceifador. - disse caindo na gargalhada. - Agora tem diários para tudo, é vampiro, ceifador ..

 Olhei para ele, mas ele não estava rindo. Ele estava sério.

 

 - O que foi? - Amanhã, logo depois de acordarmos ...vou precisar fazer uma viagem.

 Meus olhos quase saíram para fora de minhas órbitas e quase gritei um ' O quê??? ' para ele, mas me segurei. Por que uma voz no fundo de minha mente dizia " Mas tempo para você descobrir o que te aconteceu, saber coisas, aprender e decidir ...." Mas soquei a pequena voz para o fundo de meus miolos, por que não queria ficar sozinha. Não neste momento e não sem Sebastian. Eu sei. Isso é horrivel, mas é a verdade. Embora não queira admitir nem para mim mesma, eu sentiria falta dele. E não seria pouca.

- Para onde vai? - disse deixando o livro em meu colo e colocando toda minha atenção nele.

- Há muitas mortes acontecendo e quando isso acontece em um grande porte ... sou obrigado a recebê -los eu mesmo. É um país que está em guerra com sua própria população e ficam jogando bombas neles mesmos... no seu próprio povo, pois eles se rebelaram contra seu lider corrupto.


- Isso parece perigoso. Você vai ficar bem? por quanto tempo vai ficar fora? - disse jogando minha bomba de perguntas, mas se o irritou ele não deu dica ou demonstração.

Ele riu divertido.

- Gosta de mim? - disse imitando a pergunta que havia feito á ele a pouco tempo.

- Responde você primeiro que eu respondo também.

Ele segurou minha mão e a beijou.

- Pareço não gostar de você?

- As vezes você me provoca! - disse me lembrando de suas piadas de mal gosto

. - Eu não gosto de você .... - ele disse num tom sério e quase puxei minha mão da sua até ele continuar. - Eu não gosto de você. Eu sinto por você algo mais do que um simples gostar. Pessoas gostam de flores, animais e cachorros quentes. O que sinto por você vai além ...além da vida...ou da morte. Acho que nunca gostei tanto de alguém assim na minha... existência.

Ele sorriu um pouco e analizou meu rosto para ver minha futura reação.

- Claro. Mesmo você sendo a garota mais teimosa, chorona e briguenta que já conheci.

- Ah! - disse dando um tapa de leve em seu braço. - Você também não é o principe que passei as noites desejando.

- Sério?! - disse meio triste.

 - Você ....é ....- Engoli em seco envergonhada com o que ía dizer. - Você é melhor.

E pronto. Está aí minha declaração. Gostou? Não? . Bom... eu também não acredito que disse isso. Sebastian é metido, orgulhoso, chato, irritante e mesmo assim .. legal, divertido e em alguns momentos ... fofo e até romantico. E ele me esquecer um pouco a dor de estar longe das pessoas que amo. E o idiota sabe disso. Eu sei.

Ele olhou para mim com aqueles olhos verdes - esmeralda brilhando intensamente. E aqueles lábios... Aqueles belos lábios formando um sorriso com dentes perfeitos.

- É uma confissão? - perguntou transbordando alegria e orgulho.

- Sim. É uma confissão. Não deu tempo de fazer nada. Ter nenhuma atitude ou reação e logo os lábios frios de Sebastian estavam nos meus . Sua lingua fria dentro da minha boca e tudo que consegui fazer era pensar em como diabos a Bella Swan conseguia beijar o Edward??!! Era algo parecido como beijar um defunto. Opa! Ele é um defunto! burra! Mas também sou, né?! Não era para mim ser fria também? Deixa explicar melhor a sensação... é como se tivesse uma cobra ou algo parecido na sua boca. Algo frio tentando brincar com a sua lingua. Eu não sei por que pessoas tinham vontade de namorar um vampiro, mas eu não vou ser uma delas. Quando não respondi o beijo ele me olhou confuso. Claro! O que eu ía dizer? " Putz, eu não sabia que você era tão ... morto."

- Algum problema?

- Sim. - Invente algo logo cacete! - Eu só fiz isso uma vez quando estava viva e quando você se transformou no Johnny... E não sei fazer isso direito...é diferente.

Ele revirou os olhos e bufou. - Johnny ... - ele disse quase como uma maldição. - Qual a diferença? Você o ama e está me usando? .

- Não! - gritei. - É que... é tão ...frio e sinto que não sou assim.

Sebastian fechou os olhos e depois de uns minutos ele os abriu e me puxou pela cintura para ele, me beijou. Só que estava diferente. Seus lábios não estavam frios nem sua lingua e assim pude retribuir sem ficar ... desculpe gente. Com nojo. Vocês nunca beijaram um morto, mas não é bom. Mesmo sendo um morto muito gato. A não ser que ele tenha um truque na manga como Sebastian. Se não .. você tem que ter muita coragem. Coisa que infelizmente não tenho. Sorry. Depois de um longo tempo Sebastian e sua mão boba que estava no meu traseiro me soltaram e pude respirar.

- Melhor? . Ele perguntou sem nenhuma mudança na respiração. Enquanto eu estava tentado obter mais oxigenio sem chamar a atenção.

- Muito melhor, tirando o fato de você quase me matar de novo! Eu não tenho o seu fôlego.

Ele riu.

- Vamos ter mais tempo quando chegar de viagem e você de aprender algumas coisas do livro. - disse me agarrando pela coxa e me beijando novamente tirando resto do folego que lutei pra conseguir. - Enquanto isso... pulamos algumas aulas para o bem dos mortos... ou melhor de um morto em especial.





 

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