Natal Infernal - 4 Capitulo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013



Quando tranquei a porta do meu quarto pensei na caca que havia feito, Trevor era um metamorfo. E se toda essa família  fossem metamorfos ? Eles me desmembrariam parte por parte sem dó . Eu nunca havia encontrado outro igual assim e não era burra para não identificar um. Era por isso que me sentia estranha em sua presença, era por causa do que ele era, mas ainda não sabia dos outros....
    Procurei o diário e li as ultimas partes. Não tinha nada relacionado a metamorfos, tudo que estava escrito era fantasias sexuais que ela tinha com Trevor quase todas as noites, mas não realizou nenhuma pois ela escreveu que Trevor havia dito que não faria nada do tipo com alguém como ela. Fútil, mal educada e com aspecto duvidoso. Quando ela escreveu essas palavras quase rasgou a folha pela raiva que estava sentindo ao escreve-las.

− E agora? – Perguntei a mim mesma. Não sabia se Trevor sempre foi um meta ou se o maldito havia tido a mesma ideia que eu e se infiltrado na família por uma boa causa.

    Sentei na janela doida para virar uma mosquinha e ver se conseguia tirar algo de Trevor antes que algo ruim me acontecesse.

Toc . Toc. Toc

   Três batidas na porta e fui distraída de meus pensamentos. Era difícil para uma pessoa que sempre viveu somente com seus pensamentos e angustias de repente estar num lugar que sempre vai ter alguém em sua porta. Era estranho e de certo modo isso me incomodava, mas de um jeito bom. Por que quando alguém bate em sua porta é porque sabe da sua existência e quer estar perto de você . infelizmente a pessoa que queria estar comigo não era quem eu realmente precisava.
        Ao abrir a porta Trevor estava em minha frente. Malditamente lindo com seus olhos claros e cabelo cor de areia selvagemente desarrumado. Estava vestido somente com calças de moletom penduradas para os lados em sua cintura exibindo seu corpo aos meus olhos. Estava diferente de alguns minutos atrás onde sua pele havia se desprendido de seu braço.

− Olá . – Ele disse com um sorriso torto no rosto e senti algo quente passar pelo meu rosto e minhas bochechas queimarem.

− O que faz aqui ? – Perguntei fazendo cara de cansada e coçando os olhos para dar uma ajudinha em minha atuação.

        Trevor andou para dentro do quarto e se deitou em minha cama como se a cama pertencesse a ele.

− Quis te fazer companhia. Cansada ? – perguntou sorrindo e com os olhos brilhando com um certo interesse obscuro. Tentei não olhar demais naqueles olhos e despacha-lo o mais rápido possível por medo de desconfiar que não era quem ele pensava.

− Muito cansada. Dor de cabeça. – Disse passando a mão sobre meus cabelos e indo ao closet para trocar de roupa. Troquei de roupa lá mesmo me amaldiçoando de não ter visto as roupas de dormir primeiro, pois Alysha parecia que gostava de dormir parecendo que ia ter a maior noite de sua vida ! tudo era curto demais, chamativo demais e pano de menos. Peguei uma baby-doll  e coloquei por cima de um shorts curto, assim ele não veria nada intimo demais.

         Quando sai toda cor de sua face foi embora e ele ficou paralisado olhando para mim como se tivesse criado algo fora do normal em meu corpo.

    Ele se levantou e veio em minha direção de um jeito predatório , eu não fugi, apenas fiquei parada encarando ele como quem diz “− Você esta louco?” Trevor não ligou para meu olhar, apenas se abaixou e começou a tocar minha meus pés e depois começou a subir lentamente passando pelas partes externas e internas das pernas e foi para as coxas segurando ela firme e erguendo na altura de sua cintura.

        Minha respiração travou na garganta e as palavras que tinham estado na ponta da língua perdeu-se no fundo de minha mente.

− Vamos relembrar os velhos tempos? – Perguntou levando a boca para minha orelha e me erguendo para que pudesse envolver minhas pernas em sua cintura, mas não o fiz.

− Desculpe. – Disse me separando e indo para cama e depois me cobrindo até o pescoço. – Não estou com vontade de fazer... com você pelo menos.

      Trevor riu provavelmente não acreditando no que estava ouvindo ,mais assim era. Eu não queria fazer. Não desse jeito.

− Você sempre quis ! – Disse voltando sua atenção para mim e indo em minha direção. – Não vai dar uma de difícil agora...

    Ele arrancou minha coberta e por um momento a cor de minha mão mudou. Eu não estava me concentrando o suficiente para manter a forma e Trevor estava me deixando nervosa com aquele olhar. Não era um olhar de desejo ou algo parecido, Era um olhar quase como se eu fosse comestível. Como se eu fosse um pastel saído do forno e ele um sem teto esfomeado.

 − Trevor saia daqui ! – Disse tentando não gritar. Tudo que eu queria no momento era ter um escândalo aqui.

      Trevor deitou ao meu lado e pegou meu rosto com as mãos. Meu coração estava batendo rápido e não conseguiria segurar minha forma por muito tempo.

− Você não é Alysha. Você é outra... coisa. – O sorriso que ele deu era forte e certo, como se a mentira estivesse estampado em minha cara.

      Eu não poderia mentir. Não mais, mas poderia jogar o jogo igualmente. Pensei . Trevor era um meta e se os outros fossem também não teria como provar que eu não era alysha uma vez que posso me transformar em quem eu quiser .

− Você também é outra coisa Trevor...

    Sua mão rodeou meu pulso e tudo estava perdido. Uma luz saiu da mão de Trevor e passou  sobre meu corpo e uma onda de energia se espalhou como um choque elétrico de mil volts em minha volta, meu corpo se arqueou sobre suas mãos e minha forma começou a mudar e desvanecer. Cabelos Claros se tornaram castanhos junto com os olhos e o corpo de uma pessoa que o havia maltratado mudou para um saudável . Tentei gritar pela dor mas não tinha força nem mesmo para essa tarefa. Quando o que Trevor estava fazendo comigo começou a diminuir e depois desaparecer meu corpo estava mole em suas mãos.

     Eu nunca consegui fazer aquilo com alguém . Nunca em minha vida. Tudo o que fazia era criar garras, morder e me transformar em outras pessoas, só isso. Medo me dominou. Um medo de que criaturas mais fortes estariam a solta por ai e que por azar eu tinha encontrado uma delas.

− Por que uma de sua espécie com essa forma... – ele fez uma pausa para passar sua mão sobre meu corpo . – Ia querer se transformar naquilo ?! – Ele quase riu quando disse isso . Obviamente eu não era a única que achava Alysha pouca coisa.

    Tentei juntar as palavras e elas saíram num gemido.

− Desculpe, mas percebi quando entrou que era diferente só pelo modo que andava. Parecia uma gatinha assustada enquanto Alysha parece um furacão. Falando alto, dizendo besteiras e gritando no celular. Era como uma Ninfa e uma prostituta trocando de lugar.

      Ele riu novamente acariciando meus cabelos com uma mão e meu corpo coma outra.

− Você ... é ou se transformou em Trevor. – perguntei cansada.

− Sempre fui Trevor ! – disse orgulhoso. – Nasci assim bebe . A única diferença é que fiz parte da família sendo adotado pelo tio de Alysha, mas ele morreu e fiquei morando aqui com meus tios, mas sempre soube quem eu era. Na verdade fiquei na forma de uma criança por uns bons anos e ninguém entendia por que não me desenvolvia já que era saudável , mas minha mãe pediu para ficar assim por um tempo por que havia coisas atrás de nós. Depois de um tempo...nunca mais a vi. Mas me dei bem , não?! Tenho uns truques na manga como pode ver.

      A estória não parecia ter sido criada por sua imaginação e ele também não tinha motivos para mentir uma vez que estava em suas mãos em vários modos.

    − Você vai me matar ?

− Me vale mais viva bebe. Afinal, seria um desperdício de nossa espécie te ver morta, não me lembro te ter visto uma única vez uma mulher tão bonita em nossa espécie como estou vendo agora, e acredite quando digo que sou mais velho do que pareço...  
     


       

                                      

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