Blade wolfpire - Carlos

sábado, 14 de janeiro de 2012



Nome : Carlos
Sobrenome : desconhecido



Biografia :

Carlos só pensa em uma coisa, usar Katheryne como moeda de troca para a imortalidade. Embora ela seja sua namorada ele não se importa em entrega -la para Jason desde que o vampiro de a ele o que quer, mas ele não sabe o que o destino preparou para ele, quer dizer... o que Jason preparou.



Personalidade :

Nenhuma que preste a não ser sua determinação e sua frieza. Não se importa com ninguém de verdade e seu objetivo é viver para sempre e gozar da vida boa e cheia de mulheres pelo resto da eternidade.











Blade Wolfpire - Katheryne McKenzzye




Nome : Katheryne McKenzzye



Terra Natal : Montana
Data de Nascimento : 18/06/1993

Nome da mãe : Maggie McKenzzye
Nome do pai : Robert McKenzzye

Biografia : Humana, tem uma vida normal embora tenha sonhos estranhos com um homem misterioso. Seus pais estão divorciados a algumas semanas e sua mãe a culpa por isso, seu namorado começa a andar com pessoas estranhas e não fica muito perto dela. Achando que tudo esta desmoronando e que seu namorado Carlos esta fazendo algo que não devia, decide investigar e descobrir a verdade a fim de proteger Carlos, isso a leva direto para as teias de mentiras em que seu namorado a tinha jogado.


Personalidade : odeia mais que tudo mentiras, Katheryne gosta de confiar nas pessoas e acredita que elas são boas, mas se alguém provar o contrario tenha certeza que nunca será perdoado nem ao menos esquecido. Rancorosa não perdoa traíção. Se ve uma pessoa chorando, começa a chorar também tomando as dores da pessoa como se fossem dela. Pode parecer fraca, mas nunca deixaria um amigo na mão mesmo que isso significasse sua vida. É leal e não espera outra coisa das pessoas que confia.




Blade Wolfpire - Jason blade

                          Um Vampiro que é capaz de matar por você .
                               













Nome: Jason Blade

Terra onde nasceu : Londres
Data de Nascimento :14/10/1532
Data de Morte /Transformação : 24/02/1554

Nome da mãe : Isahbell kostler Venerius
Nome do Pai : Valérius Blade.

Biografia :
Jason é filho de uma união entre uma humana e um vampiro. Seu pai seduzira moças para roubar seu sangue durante atos "digamos intimos ", numa dessas engravidou Isahbell aos seus dezesseis anos, que estava perdida numa floresta. Quando Valérius soube que teria um herdeiro decidiu rapitar Isahbell antes que a criança nascesse e que o povoado descobrisse a sua verdadeira origem. Isahbell logo chegou a falecer depois de dar a luz. Jason cresceu ouvindo seu pai dizer que ele não era querido e que sua mãe o tinha abandonado, Porém ele não contava que Jason lembrava -se de tudo e sabia que seu pai mentia sobre sua mãe. Viveu como um rapaz normal, se divertindo as custas de sua herança e da disposição de meretrizes ( prostitutas) , mas ao completar 22 anos pensou em se divertir com meretrizes e a herança que havia em seu sangue venceu sua humanidade e acabou por matar brutalmente as moças que lá viviam. Moradores assassinaram Jason imaginando que estivesse possuido. Seu pai havia desaparecido e Jason despertou com um dêmonio em seu coração pedindo por sangue. Matou mais da metade da cidade e depois fugiu, passando o resto dos anos culpando seu pai por ter nascido um monstro. Passa a maior parte de sua vida sozinho até que encontra uma menina perdida numa floresta e leva para sua moradia, conhece Katheryne. Com seus 9 anos falando pelos cotovelos o quanto o lugar que ele morava era legal e que se sentia uma princesa. Jason surpreso pela garota não ter medo dele decide contar a historia de sua vida a ela. Ela ouve com paciencia e o abraça dizendo que ele não era um monstro e que pessoas tinham medo de outras pessoas que fossem diferentes delas.

Jason faz um pedido a garota que se case com ele quando completar 18 anos. ( lembrando que ele é um vampiro, não um pedófilo tá!) Ela aceita achando legal se casar com alguém "mágico " . Ele para garantir que não perdesse a garota com o passar dos anos, decide dar o seu sangue para ela beber. Assim eles estariam ligados para sempre. Porém ela esquece dos acontecimentos e agora jason terá que fazê -la lembrar de que estavam prometidos um ao outro.


Personalidade : odeia esperar e não gosta quando ficam em seu caminho. Sua parte vampira esta no 100% mas a unica pessoa que ele não machucaria é Katheryne. Impaciente e persistente, não desiste do que é importante em sua vida. Seu unico objetivo é tê -la, não importando quantas pessoas tenha que matar ou usar para que isso aconteça.




A Ceifadora - Prólogo

sábado, 7 de janeiro de 2012





              


   O sol estava forte mesmo sendo 8:00hrs da manhã, cegando meus olhos naquele ônibus do inferno. Não queria estar ali por vários motivos. A primeira era que ninguém gostava realmente de mim, a segunda, minhas duas melhores amigas tinham faltado, terceira e mais importante, estava completamente só hoje.

Meu dia não tinha começado bem admito. Passaria o resto do dia como sempre fazia na escola, ficaria lendo como se isso fosse me tornar invisivel aos olhos dos outros, sabia que isso não funcionava,mas no fundo... sabe como dizem " a esperança e a última que morre ". Eu tentava demais não chamar a atenção, mais isso nunca realmente tinha dado certo. Sou um tipo normal de pessoa que sofre bullying dos retardados da escola, eu não era feia mesmo sabendo que não precisa ser para sofrer bullying na escola. Nao importa se você é feio ou bonito demais, magro ou nem tanto. Se você simplesmente gosta de ficar no seu canto ou não. Sempre tem um panaca para caçar você e tornar sua vida uma bosta. Sozinha então .....não quero nem imaginar.



Hoje é meu aniversário e tudo que eu queria era ir fazer algo legal com minhas amigas e ter um dia normal, isso era pedir demais. Minha mãe insistiu para não vir, mas tinha dito que tudo ia ficar bem e que iria me divertir. Agora era mentira.



Segurei meu colar em forma de coração e o apertei como se fosse me dar sorte no meu dia especial e ao mesmo tempo ruim. Seria para o meu pai ter me dado ele, mas.... ele havia tido um ataca cardiaco e não sobreviveu. Faz dois meses e eu me sentia miseravel. Se ele estivesse vivo... eu aguentaria as coisas melhor do que agora, aguentaria e me esforçaria para ele ter orgulho de mim e me olhar com aqueles olhos verdes invejaveis que ele tinha e me abraçar e dizer que ele me amava e estava orgulhoso.

Meus olhos quase se encheram de lágrimas com tal lembrança. Aqueles olhos.... aqueles olhos que eu queria ter e não tinha.



- sem a escolta hoje, quase posso vê -la chorar. Marcela falou. Ela se achava muita areia, mas não passava de um saco de esterco não utilizado. Aguentei ela desde que meu pai morreu por dois meses dizendo o que ela faria sem o pai dela, o quanto era bom AINDA ter um pai. Nada que ela tinha me feito antes me magoou quanto aquilo.



As horas que passei no ônibus pareciam milênios até que chegamos e saí correndo para o lugar mais afastado de todos. O lugar era conhecido e já vinha aqui desde que tinha 4 anos de idade. Então conheço o lugar como a palma da mão. A cachoeira De La'Muerta era conhecida na cidade mas poucas pessoas tinha acesso. Meu pai era um deles.



Me afastei o máximo e quando avistei o policial que patrulhava o local , mansei um oi. Ele não tinha motivo para me parar e dizer para ficar com o grupo da escola. Depois de umas horas todos se encontrariam no lugar que eu estaria, eu sempre sei dos procedimentos, já salvei uma criança que estava perdida aqui uma vez e com isso ganhei passe livre e sorvete o suficiente para um mês.

Subi o morro por uma trilha escondida por moitas e segui em frente até chegar ao topo De La 'Muerta. Logo mais afastado encontrei um lugar perfeito para ler ou dormir. Tudo dependia do meu estado de espirito

O lugar estava cercado por margaridas. Minhas flores preferidas.

Me deitei no meio delas logo a baixo de uma árvore, fechei os olhos para poder relaxar e transformar meu dia. A brisa fresca e o sol da manhã me acalmaram e senti vontade de dormir. Para ficar concentrada comecei a imaginar sendo algum personagem de um livro que eu tenha lido. Pensei em ser Raven Maddison do vampire kisses, uma humana que tinha aventuras com seu namorado Alexander sterling um lindo e maravilhoso vampiro, mas dai veio a realidade.... se eu fosse a Raven... quem seria meu Alexander?



Mãos gentis serpenteavam pelo meu cabelo mandando ondas de sentimentos ao meu corpo me fazendo relaxar. Abri meus olhos devagar e vi uma cabeleira negra, pele bronzeada e um sorriso timido de tirar o fôlego. Olhei -o direto nos olhos castanhos e sorri para Johnny que retirava sua mão como se tivesse feito algo de errado. Ele é um fofo. Dava até vontade de beijar aqueles lábios perfeitos. Muitas garotas queriam ficar com ele e talvez por ele me tratar diferentes do modo que ele tratava as outra, ás fizerem me odiar e fazer da minha vida um inferno.



- Não queria acordar -te ó bela adormecida!



Revirei meus olhos. - Não estava dormindo. Garanti. Sua feição ficou séria e um pouco melancólica.



- Não ligue pra eles, um dia os filhos deles seram tratados pelo mesmo modo que eles te tratam. Quase engasguei com suas palavras. - Eu me viro bem. Ele sorriu em desgosto, mas ainda um pouco brincalhão.

- Você mente muito mal. - amaldiçoei mentalmente. Queria saber desde quando havia ficado tão transparente para as pessoas verem o meus reais sentimentos! Já me imaginei invisivel para que algumas pessoas me deixassem em paz, mas nunca me imaginei sendo transparente para alguém, especialmente johnny.



- Vou ter que aprender com alguém mais experiente. Disse com um sorriso . Ele se animou um pouco. Seus olhos brilhavam e algo malicioso cruzou seu rosto.



- sou muito experiente. E pronto para ensinar... coisas. E riu. - estou falando num bom sentido, claro.



Ri enchendo meus olhos de lágrimas que nublaram minha visão.



- não pensei em nada que não fosse NO BOM SENTIDO.



Johnny mudou sua respiração e chegou aproximou seu corpo do meu até o ponto em que nossas pernas se tocassem. Olhando diretamente em meus olhos, ele colocou seu braço ao redor de minha cintura para me trazer mais perto de seu peito definido. Senti seus musculos dos braços saltarem e sua barriga sarada tocando a minha, esquentando -a.



- Eu gosto de você, gosto muito....mais do que você pode imaginar.



As palavras aqueceram meu coração e naquele momento percebi meu dia ruim se transformou num maravilhoso e explendido dia eeeee...... finalmente ganharia o meu primeiro beijo. Tá! Sei que é estranho ter alguém da minha idade que nunca tinha beijado um cara algo raro, mas nunca tive essa estranha vontade de beijar desconhecidos . Minha vontade era beijar um cara que eu realmente gostasse, e esse cara era Johnny e finalmente ganharia o que a muito tempo esperei e não me arrependo de nada. Graças á deus!!!!



Seu hálito cheirava a hortelã. Seus olhos se fecharam e sua boca chegou cobrindo a minha. Sua boca era quente se movimentando contra mim e sua lingua explorava cada canto de minha boca enviando ondas de prazer. Ficamos assim um bom tempo até nos separar e darmos um beijinho para fechar com chave de ouro. Ele se afastou parecendo satisfeito e fiz o mesmo para demonstrar minha felicidade do meu primeiro beijo. A espera tinha valido a pena, pois tornei o meu primeiro beijo algo realmente memoravel, coisa que poucas pessoas faziam ultimamente. Todas dizem que a primeiras vez é inesquecivel, mas raramente se lembram.



- Estamos namorando agora? Ele perguntou. Fiquei um pouco sem jeito pelo que dizer e tenho certeza que minhas bochechas estavam ruborizadas.

- Depende, se você quiser... hum..... eu gostaria.



Ele começou a rir . Colocou suas mãos envolta do meus rosto e me puxou para beijá -lo. Seus lábios beijaram cada parte de meu rosto.



- faz dois anos que quero isso.



Me afundei em alegria de saber que desde o começo ele realmente queria mim .



Sentimos um clima poderoso rolando e nos aproximamos para outro beijo, mas ele foi adiado pelo idiota do amigo de Johnny, Marcelo.

Frustração estava presente em ambos e obviamente Marcelo recebeu isso com um mero divertimento. Sorrindo passando a mão em seu cabelo vermelho e segurando uma bola ele começou a resmungar. - Cara!!!!! Você esqueceu o futebol , só estava faltando você.



Johnny levantou e limpou suas calças. - já volto. Disse me dando uma piscadela e um sorriso.



Não demorou muito para Marcelo começar a zoar.



- JOHNNYyyyyyyyy!!!! O que você estava fazendo no mato? . Hein?! .... safadinho! .



Todos rimos. E Johnny levou seu amigo para longe, mas não antes sem dizer : - nada que você esteja pensando ou feito. - e depois desapareceram pelas árvores.



Fiquei um bom tempo depois rindo igual a uma louca, sentindo ainda o gosto de hortelã em minha boca.



Sons de folhas secas invadiram o espaço e imaginei que fosse Johnny, voltando para ficar ao meu lado. Só tinhamos 4 meses, depois a escola acabaria e viria a faculdade e.... responsabilidades e não poderiamos nos ver todos os dias como na escola.

Para minha surpresa não era ninguém e sim um vulto negro andando de um lado para outro. Me afastei e dei meia volta para começar a correr, mas dei de cara com outra sombra. Essa gritou, um berro irreconhecivel para ouvidos humanos. Ela atravessou meu corpo e na hora me senti mal, meu joelhos fraquejaram e minha visão turva, meu estomago revirou e tive que segurar a ânsia de vómito. Forcei minhas pernas a correrem. Minha velocidade não ajudava muito, e também minha coordenação motora nunca foi lá essas coisas. Galhos das árvores arranhavam meu corpo me fazendo resmungar, com o meu sangue e coração a toda não daria para sentir dor de imediato, mas eu sabia que doeria como o inferno quando estivesse em casa com um sabonete na mão.

Não sabendo por onde estava indo segui um rastro de corrente de água até o topo De La 'Muerta.



Olhei de cima a enorme altura e a água abundante no centro de rochas que cercavam em volta da cachoeira. Um ar frio penetrou da minha espinha até o fundo de minha alma. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que tinha que me mandar dali.



Dei meia volta na esperança de correr e encontrar a trilha para sair daquele lugar e ir pra casa, mas já não estava mais sozinha. Ao meu redor sombras demoniacas me encurralaram. Poderia tentar correr mas provavelmente elas atravessariam meu corpo e provavelmente morreria de mal estar, olhei novamente para baixo, encarando as rochas. Se tivesse o impulso certo ... caíria no meio da água. Porém, rochas não eram meu único problema. Nao sabia nadar. - Mais que diabos! Exclamei. O jeito é aprender pela tentativa. Eu tinha motivos e o principal deles era salvar MINHA vida.



Arrumei meu corpo e me preparei para o salto. Tomei impulso e me joguei. Mas novamente.... não tinha dado certo e me perguntei o que tinha feito de errado para isso acontecer comigo!

Meu corpo estava no ar flutuando com meus pés soltos ao vento, olhei pelo canto do olho e vi uma sombra com olhos vermelhos me segurando.



- Eu não te fiz nada! Nada! Gritei mesmo vendo que não surgia efeito nenhum.



A coisa me ergueu sobre sua cabeça. - Circum me hodie. Nam sempiterne! disse.

E me jogou de cabeça nas rochas.





***





O grito de Anita ecoava através das árvores - Eu não te fiz nada!!! Ela gritou desesperadamente.

Abandonei o jogo e corri em direção da origem do grito, segui reto em máxima velocidade imaginando se aqueles podres estavam fazendo mal a minha namorada. Se estivessem.... eu não iria deixá -los em paz sem uma boa briga. Era dificil encontrar uma garota descente e não deixaria escapar de minhas mãos desse jeito. E muito menos virar um brinquedo na mãos desses doentes. Levei muito tempo para encontrar uma mulher que eu gostasse e nunca tirariam de mim, nunca.



Acabei no topo da cachoeira De La ' Muerta. Olhei para todos os lados até meus olhos seguirem automaticamente para baixo. Nas rochas. Meu coração deu uma batida irregular. Anita estava entre as rochas com sua cabeça banhada em seu próprio sangue. Lágrimas encheram meus olhos. Não pensei duas vezes e liguei para a ambulância e me joguei na água para ver se ... estivesse viva. Embora parecesse impossivel.



Nadei até onde seu corpo estava e ainda com meu corpo dentro da água vi seus olhos abertos olhando para mim. Imóveis. Mortos. Queria desesperadamente abraçá -la, mas tinha medo que isso acabasse matando -a caso seu coração ainda estivesse batendo.



Olhei a todos a minha volta até encontrar os bastardos que faziam a vida dela um inferno.



- Felizes?! Esperam que estejam, pois vou dizer a policia que vocês não gostavam dela e tornavam sua vida um inferno. Suas bocas formaram um grande "O " e podia sentir um palavrão se formando em suas bocas.

- antes que digam qualquer coisa... tenho testemunhas e provas em redes sociais de sua antipatia pela minha namorada. Cuspi as palavras. Finalmente tinha descoberto uma utilidade para as redes sociais, esses podres que praticam maldades com as pessoas adoravam mostrar aos outros quem é que mandava, como se fossem imune as leis. Havia um tempo que tinha entrado em uma rede social e visto as grosserias que eles diziam dela, fui muito esperto em ter tirado fotos e imprimido.



Virei as costas para eles e fiquei segurando a mão de Anita, não conseguindo mais segurar minha vontade de tocá-la. O pulso estava fraco. Estava numa corrida contra o tempo.

O tempo que a ambulancia demorou á chegar pareciam anos, décadas até. E quando o fizeram já não tinha mais esperanças. Pois já fazia uns minutos que tinha deixado de sentir seu pulso.






A Ceifadora - the reaper girl - Sinopse

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012





                 Anita nunca foi a garota mais popular da escola ou a mais bonita, era considerada uma dos grupos da "excluidas" da sua turma mas isso nunca a incomodou de verdade. A verdade era que mesmo não querendo chamar a atenção para sí, todos ainda assim prestavam atenção nela por seu jeito gentil e alegre de ser.  Quando todos estão quietos ela sempre dava um jeito de iniciar uma conversa com suas duas  unicas amigas. Seu jeito não chamava somente a atenção de seus amigos "aparentemente"  inofensivos e sim tambem de criaturas do outro mundo.
                         Numa excursão a uma cachoeira conhecida como a cachoeira De La'Muerta Anita é atacada  por sombras e acorda em um lugar desconhecido, lá ela conhece Sebastian La'Muerte que sem ter muita  paciência conta que ela sofreu um "acidente" e acabou falecendo e que sua alma foi escolhida pelo  maximum reaper  para se tornar uma ceifadora e formar dupla futuramente se for de sua escolha com  Sebastian. Ela tera duas escolhas no termino de seu treinamento, podera passar para o outro plano ou virar uma ceifadora, porem á uma terceira escolha que ela tem mas que Sebastian e seu irmão Mike La'Muerte lutaram para esconder.
                       Do outro lado ela comhece Miah namorada de Mike que tem uma seria dificuldade em fechar a boca, por esse motivo ela descobre que para se tornar um reaper você tem que morrer naturalmente, seja por doença, acidentes e etc.... e não morta por sombras pois isso é proibido aos olhos de deus. Anita sabe que apesar de Miah lhe informar coisas que os irmão La'Muerte não querem que ela descubra, ela não pode confiar nela por causa de seu amor por Mike, Miah seria capaz de trair qualquer um, principalmente uma estranha. A partir desse ponto Anita tem que investigar o misterio que ronda sua vida/morte antes que seu treinamento termine por que depois não havera volta e ela tera que andar por entre as dimensões que ligam os mundos ao lado de Sebastian. Ela vai se surpreender com o que vira pela frente.




A Imortalidade nos Espera

                   
                                                               
                                                                A lua prata solitária no céu
                                             O vermelho dos seus olhos fitando minha pele
                                              O trêmulo de minha boca esperando seu beijo
                                                                             Mortal desejo

                                                             Espero que meu sangue lhe baste
                                                          Espero que seu beijo me transforme
                                                                   Rezo para que você suporte
                                                                            E eu seja paciente

                                                                        Que volúpia insensata
                                                                         Que veneno desejado
                                                                            Que beijo molhado
                                                                        Meu sangue escorrendo
        
                                                                            A palidez me abraça
                                                                     O meu olhar se transforma
                                                                                 A sede me cega
                                                                      A imortalidade nos espera.
                      
                                                                                                                           LEIDE VONLINS




Elizabeth

Adoro um bom conto sobrenatural , então separei esse pra  postar aqui... espero que gostem!




                                                   
                                                          



                                                                    "Eu morreria por você
                                                                       Na guerra ou na paz
                                                                 Sem saber como sou capaz"
                                                        
                                                                                     (Ira!)


                


                    

                    Nuvens negras se avolumavam no horizonte. Hugo olhou à volta, à procura de abrigo. O vento soprava forte, uivando.
                     Ao longe, numa região abandonada do horizonte, parecia haver uma casa. Talvez conseguisse chegar a tempo, se corresse.
                    Amaldiçoou a mochila, que pesava nas costas. Os tênis também estavam gastos na sola, dificultando a corrida.
                     Atrapalhado pelo cabelo esvoaçante, ele olhou para trás: as nuvens compactas  continuavam avançando como uma nave gigantesca, pronta para pousar.
                   Houve um silêncio só quebrado pela respiração ofegante e pelo trotar da corrida. A natureza permaneceu assim,  muda, até que  começassem a cair os primeiros pingos de chuva.
                   Hugo já estava parcialmente molhado quando alcançou a varanda do casarão antigo. Encostou ofegante em uma das vigas que sustentavam o teto. A madeira rangeu. Ele respirou fundo, inspirando pelas narinas e soltando pela boca. Fez isso até que o coração diminuísse as batidas. Só depois entrou na casa.
                 O casarão devia ter sido construído há bem mais de um século. Talvez dois. Incrivelmente , podia-se observar ainda alguns móveis não destruídos pelo tempo. Viu uma pintura, um retrato oval pendurado na parede de uma das salas. Representava uma mulher incrivelmente branca, de uma beleza angelical. Tinha lábios pálidos e olhos de morta. Teria ficado horas lá, observando o retrato, se não fosse a necessidade mais preeminentes. Tinha fome.
                 Andando com  cuidado, temeroso de que o chão pudesse ceder com seus passos, Hugo percorreu vários cômodos até chegar à cozinha. Havia um fogão à lenha no compartimento. Examinou-o. No meio da poeira e das telhas de aranha a achou um livro. Tinha uma parte da capa e da folha que estavam queimados, mas o miolo se conservara quase que completamente intacto. As páginas, num papel grosso, não ultrapassavam 50 e a maior parte ainda estava em branco,  como pôde verificar ao acender um fósforo. Em todo caso, era providencial. O papel viria bem a calhar na confecção da fogueira.
               Hugo recolheu alguns restos de madeira dos móveis e pôs ao lado do fogão.
               Desfez alguns, os mais podres, com um canivete. Arrancou algumas páginas do livro. Amassou o papel e rodeou-o de pequenos gravetos. Inflamou-os rapidamente com um fósforo que tirou da mochila.  Continuou arrancado paginas e alimentando o fogo até que ele se tomasse forte.
               Lá fora a chuva continuava. Raios tremendos iluminavam a  cozinha atráves da janela de madeira destroçada. Hugo retirou da mochila uma raiz de mandioca, descascou-a e colocou sobre o fogo. Durante dias aquilo havia sido seu alimento, desde que roubara as raízes numa plantação de beira de estrada.
               Enquanto esperava que a mandioca assasse, sentou numa cadeira. Foi quando seus olhos deram com o livro. Observou que não havia mexido na parte manuscrita. Assim, pegou-o, afim de se distrair enquanto esperava. Como já percebera antes, apenas algumas poucas páginas estavam escritas, numa letra inconstante.
  
              Leu:
            
              Conheci Elizabeth enquanto estudava na Europa. Fora me apresentada por uns amigos. Encantei-me com ela. Sua pele era de uma brancura indizível.
              Tinha cabelos negros, olhos da mesma cor e era muito magra. Mas, AH! Que bela e que misteriosa que era! Ver seus lábios brancos se abrindo era um deleite para poucos. Pouco falava e dificilmente sorria.
              Apesar da timidez de ambos, enamorei-me dela e decidi trazê-la comigo para o Brasil quando tive notícias da morte de meu pai. Que eu soubesse, não havia qualquer impedimento da parte de Elizabeth...até então vivera em pequenas pensões, sozinha. Não tinha família, ou, se tivesse, deviam ter se esquecido dela.
             O fato era que se alegrou com o convite.  Estávamos apaixonados e a perspectiva de vivermos juntos deixavamos imensamente felizes.
             Já  na viagem arrependi-me. Elizabeth enjoara com o mar e passava quase todo o tempo no camarote, de cama. O navio em que viajávamos leva-va também uma carga de cavalos. Eram animais de raça, encomendados por algum fazendeiro rico do império. Foi com eles que aconteceu o único incidente digno de nota de toda a jornada.
            Certa noite, agitaram-se todos no porão. Relinchavam e batiam os cascos na madeira do návio. A algazarra chamou a atenção de toda tripulação. Vários marinheiros desceram rápidamente para o porão.
             Quando chegaram lá o barulho diminuíra. Os animais, no entanto, ainda estavam nervosos, ao redor de um deles caído no chão. Estava morto. Os pêlos do pescoço e a parte da  cabeça estavam encharcados de sangue. Foram cogitados milhares de hipóteses para a morte do animal. Talvez estivesse doente e batera no  casco do návio, talvez houvesse sido atacado pelos outros... o mistério, entretanto, persistiu.
            Estranhamente, Elizabeth passou a se sentir melhor desse dia em diante. Fazia até caminhadas pelo convés do návio, algo de todo inconcebível há algum tempo.

             Desembarcamos no Rio de Janeiro e levamos ainda algum tempo viajando até esta fazenda. Minha mãe vestida de luto, esperava-nos. Menti para ela que havia me casado com Elizabeth em Portugal, mas nem isso foi capaz de convencê-la. Tinha uma estranha aversão por minha "esposa ". Persignava -se toda vez que a via.
            Talvez já adivinhasse a própria morte. Desci ao túmulo um mês depois de ter checado à fazenda. Tinha temores que Elizabeth lhe seguisse o caminho. Ela comia pouco e estava cada vez mais magra.
            Foi por esses tempos que ocorreu um fato revelador. Um dos escravos se rebelava contra o capataz, atacando -o. O pobre homem teria morrido, se não fosse a providencial ajuda de outros empregados.
           Achei que fazia bem em dar uma demonstração de força e garantir minha autoridade. Mandei prender o escravo ao pelourinho e fiz com que o chicoteassem. O negro aguentava firme, mas, à medida que as tiras de couro começaram a arrancar espirros de sangue, entrou a gritar de dor.

           Elizabeth assistia tudo impassível, embora seus olhos brilhassem como se tivessem grande interesse no episódio. De madrugada, estranhei que Elizabeth não estivesse ao meu lado. Procurando por ela, assomei à janela e percebi um vulto branco se movimentando lá fora. Apressei -me. Desci as escadas e abri as portas da frente da casa -grande. O que vi me deixou paralisado.
         
           Elizabeth estava lá fora, junto ao pelourinho. Ela lambia as feridas ensangüentadas do negro. Senti nojo.
           Dominando meu ciúme, lembrei -me do episódio do návio, com os cavalos e de como ela se sentira bem no dia seguinte. Antigas lendas me vieram à mente. Histórias de pessoas que necessitavam de sangue...
           Algum tempo depois, ela voltou para casa. Fingi que estava dormindo. Minhas suspeitas se  confirmaram no dia seguinte : Elizabeth estava exultante, como se tivesse renascido.
          Esperei até que anoitecesse. Quando nos preparávamos para dormir, retirei da gaveta uma adaga e cortei próximo ao pulso. Aproximei -me de Elizabeth, estendendo -lhe o ferimento. Ela inicialmente fingiu repulsa, mas seus olhos brilhavam. Como que dominada por um instinto indomável, Elizabeth puxou meu braço e passou a lamber o corte. Jamais a vi tão feliz, com o liquido rubro que a escorrer -lhe da boca. Nos amamos como nunca.
          A partir de então, todas as noites realizávamos o mesmo ritual. Entretanto, o que para ela era vida, ia se tornando morte para mim. Percebi, assim que meu sangue jamais seria suficiente. Embora a medida  me causasse repugnância, passei a ordenar que toda noite me fosse trazida uma escrava ou escravo. A pobre criatura era amordaçada, amarrada e vendada. Eu fazia uma incisão em seu braço e Elizabeth  lambia até que a pequena fonte cessasse.
          Tais coisas fizeram com que os negros tomassem um medo místico da casa grande. Hoje, quando escrevo essas palavras, já se passaram anos que chegamos aqui. Estou assustado. Os negros andam dominados por um medo incontrolável.
        Aguardo a revolta. No meio da noite, de qualquer noite, isso acontecerá. Talvez nos matem, talvez destruam o casarão. E estou impotente. Boa parte dos feitores já se foi e não consigo mais convencer outrosba trabalharem para mim.
          Enquanto aguardo o fim, lembro de um tempo que se perdeu na memória. Uma era de felicidades e belezas sem fim. Isso não poderá ser queimado ou destruído. Gostaria apenas de estar certo que Elizabeth sobreviverá, como tem sobrevivido até aqui.... mas, mesmo meu corpo destruído, o meu amor por ela jamais morrerá e talvez isso a salve. É O QUE PEÇO À DEUS!!!!!



            Hugo fechou o livro e cerrou os olhos. Havia ainda algumas palavras borradas ou queimadas. Mas já bastava. Lá gora a tempestade diminuíra. Agora podia -se ouvir o barulho das goteiras e das lenhas estalando no fogo.
            Estava assim, absorto, quando imaginou ouvir gemidos. Abriu os olhos, assustado. A luz vermelha do fogo tingia de sangue as paredes. Nada. Nenhum som estranho.
            Levantou -se. Usou o canivete para retirar a mandioca do fogo. Então ouviu novamente o gemido alto e forte vindo do porão. O susto fez com que tocasse na grelha e queimasse a mão.
            Hugo levou a mão à boca. Permaneceu assim algum tempo, tentando identificar o som. Ao sair da cozinha, o canivete na mão, percebeu que os gemidos aumentavam. Descobriu, ao lado do armário, um buraco.
            Recuou até a cozinha, incomodado pela dor da ferida e retirou da mochila alguns trapos. Enrolou-os num pedaço de madeira e aproximou do fogo. Depois  voltou ao buraco. Iluminando -o com a tocha, percebeu que havia uma escada. Desceu os degraus levantando a tocha acima da cabeça e segurando na borda de madeira. O chão, de terra batida, era firme. Os gemidos  continuavam, agora mais fortes. Pareciam, agora, formar palavras. Ratos guinchavam, correndo de um lado para o outro.
          Houve um movimento atrás de uma pilastra. Um vulto branco se encolhia no chão. Aproximando a tocha, Hugo persebeu a pele alva e os cabelos negros. Elizabeth levantou os olhos e implorou :

          - SANGUE!!!....



                     
                                                                                                      conto de GIAN DANTON