Fugindo do inferno - Parte 1

quarta-feira, 17 de outubro de 2012




                   Parte 1



       Eu estava numa corrida contra o tempo... e ele estava se esgotando,  enquanto o mal se aproximava. 

           As vezes queria simplesmente desistir e me entregar ao mal,  mas o medo ou a fé não sei,  não me deixavam.  Por que no fundo eu sabia que não tinha culpa do que estava acontecendo. Na verdade a culpa era Dela. Decidi em chamá-la assim daqui por diante por que ela não merecia ter um nome, ou qualquer carinho e respeito de minha parte.
         A noite de hoje está escura demais. Talvez não tenha lua ou ela simplesmente não quis aparecer para evitar que eu visse exatamente o que estava atrás de mim, ou.... talvez o mal a escondeu para que as coisas ruins chegassem a mim,  mais rápido,  mortal e silencioso.

       Nunca fiz sexo ou sequer havia beijado alguém.  Fiz isso por que pensei que essas coisas parariam de me perseguir, que Deus veria que sou boa...pura e que mandaria seus anjos me protegerem,  mas não penso mais assim. Eu mudei. Arrependi-me. E não confio em mais ninguém a não ser em mim mesma e meu instinto de sobrevivência, do qual considero forte, pois já estaria morta se fosse de outro modo.

       Se sobrevivesse viraria uma puta. Não uma garota de programa, por que elas cobram. Eu Não cobraria, viveria, transaria e beijaria a vontade Até morrer de alguma doença desconhecida. Não me importava a morte e sim o fato de como e onde iria morrer.

        Agora estou correndo as três horas da manhã por uma ladeira filha da puta,  com o coração na garganta e com a sensação que teria um ataque do coração antes que eles chegassem a mim.
       Os cães. Cães do inferno.  E dessa vez Luc se superou!  Ele mandou três de seus maiores e piores só para mim. Talvez devesse dizer a ele que estava lisonjeada que minha alma fosse tão preciosa! Agora pensando nisso, mesmo cansada....talvez ela fosse preciosa por ser pura! Que ironia... Justo o que pensei que me salvaria estava me levando para a morte mais horrível que alguém podia ter.  Por culpa dela!

          Subi a ladeira as pressas com a asma atacando e a alma a ponto de abandonar o barco. Um dos cachorros se adiantou e saltou sobre um carro próximo a mim o fazendo em pedaços e quase conseguindo o fazer morder minha cabeça por sua altura.

      - Ele não vai ter-me assim!  Não darei esse gostinho nem ao senhor das trevas e nem à ela!!! - gritei.

          Eu estava quase lá. A igreja de Saint ' Gracie.  A igreja mais pura,  antiga e consagrada de toda essa cidade infernal. Sorri em deleite com muita esperança em minhas pernas. Afinal se não fossem elas eu estaria morta há uns passos atrás.

          O segundo conseguiu quase morder meus calcanhares, mas por graças de alguém...talvez Deus!  Tudo que ele conseguiu foi uma fatia de meus tênis. Eu gostava deles. Dos tênis não dos cães do inferno.

            Meus ouvidos estavam antenados para qualquer coisa que fossem me ajudar e não demorou muito para ouvir um caminhão ou talvez um ônibus.  Não importava. Era grande pesado e se meu plano desse certo ele faria um estrago, mas não em mim.

        Subindo mais um pouco a rua quase vomitando minhas tripas lá estava ele. Uma carga enorme de sei lá o que com suas toneladas vindo em minha direção.  Não liguei para o barulho, para as buzinas e para o bafo de enxofre dos cães.  Eu o encarei medindo as possibilidades e logo a baixo do painel ...me joguei. O homem tentou frear,  mas o caminhão derrapou e foi tombando de lado Até cair levando os cães com ele.

          Depois de um leve choque tanto de pânico como de alegria,  corri. De novo e sem paradas para a morte e entrei na igreja empurrando a maçaneta velha e gasta. Andei quase desmaiando e me joguei no altar.

         Minha respiração estava pesada, meus ossos doíam e acho que quebrei uma costela.

        - Você sobreviveu.  - Não era uma pergunta, era um fato, um fato triste para ela.  - Por que não se entrega e torna tudo mais fácil?

        Atrevi-me a olhar e encarar seus olhos frios e mortos. Por que não tinham alma. Ela era movida a dinheiro e ganancia.

     Sorri feliz, não daria essa satisfação de me ver triste.

     - Por que a alma que estão caçando deveria ser a sua, não a minha.

        Ela riu zombando da minha cara.

     - Você é minha, faço o que quiser com você.

     Me sentei  , rápido demais e caí sobre minha carcaça.

     - Não é minha dona.  É só a droga da minha mãe.





3 comentários :

  1. Oi Kathy, gostei muito da parte um do conto, esperando a continuação ansiosa rsrs, Vi sua iniciativa de contos de terror entre blogueiros... já estou fazendo um para postar no meu blog se der tempo faço um para esse projeto, achei legal. Há vim aqui também para dizer que hoje mudei o banner do meu blog, então depois tu atualiza o novo aqui e se não funcionar me avisa num comentário, rsrs INESPERIENCIA, valeu e desculpa por qualquer incomodo. bjsss.

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    1. Vou atualizar amanha por que uso o not do meu primo e as vezes tenho q redimencionar a foto. Esse conto fiz especialmente pro ebook , mas nunca consigo fazer um conto sem ter umas paginas a mais , entao vou fazer por partes e depois se alguem quiser continuaçao eu faço. Vou adorar caso queira entrar nessa . Bjus

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  2. Mto tri! :D curti de mais, manda muito bem! ^^ no aguardo de mais ! ^^

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